Veja como a amizade impacta a saúde mental

Em 20 de julho é celebrado o Dia Internacional da Amizade, data que reforça a importância de cultivar vínculos verdadeiros para além das redes sociais. A psicóloga Jéssica de Souza Pinheiro, especialista em mudança de hábitos e psicopatologia, explica que amigos atuam como um fator protetivo essencial para o bem-estar emocional.

“As amizades funcionam como uma rede de apoio emocional que atravessa fases importantes da vida: infância, adolescência, vida adulta e velhice. Ter com quem compartilhar alegrias, dificuldades e até o silêncio de um momento difícil pode reduzir níveis de estresse, ansiedade e até sintomas depressivos”, afirma. Segundo ela, amizades saudáveis favorecem o sentimento de pertencimento, autoestima e autocuidado.

Amizades afetam a vida adulta

Na vida adulta, no entanto, fazer e manter amigos se torna um desafio. “As prioridades mudam: o trabalho, a maternidade/paternidade, os relacionamentos afetivos e a rotina exigente reduzem o tempo disponível para cultivar vínculos. Além disso, muitos adultos se sentem inseguros para se abrir e confiar em novas pessoas”, explica a psicóloga. Essa dificuldade pode gerar sensação de solidão, mesmo em meio a outras pessoas, alimentando sentimentos como tristeza, apatia e baixa autoestima.

Laços profundos e confiáveis têm um impacto significativo na saúde emocional (Imagem: Roman Samborskyi | Shutterstock)

Qualidade da amizade é importante

Para quem se preocupa com a quantidade de amigos, Jéssica de Souza Pinheiro ressalta que qualidade é o que realmente importa. “Ter uma ou duas pessoas com quem você pode contar de verdade, se abrir sem medo de julgamento e sentir apoio genuíno, já é extremamente valioso. Laços profundos e confiáveis têm um impacto mais significativo na saúde emocional do que relações superficiais em grande número”, diz.

Riscos das amizades tóxicas

Mas nem todas as amizades fazem bem. A psicóloga alerta que amizades tóxicas são aquelas que geram mais desgaste do que bem-estar. “Pode envolver manipulação, competição velada, cobranças excessivas, críticas frequentes disfarçadas de ‘sinceridade’ ou ausência de apoio quando você mais precisa. Se, após o contato com a pessoa, você se sente exausta, culpada ou diminuída com frequência, é um sinal de alerta”, explica.

Mantendo as amizades na era digital

Na era digital, onde muitos vínculos se mantêm virtualmente, Jéssica de Souza Pinheiro orienta: “Apesar da praticidade das redes sociais, é importante ir além das curtidas e mensagens esporádicas. Demonstrar interesse genuíno, enviar uma mensagem perguntando como a pessoa está, propor encontros presenciais sempre que possível e manter a escuta ativa são formas de fortalecer os laços. A amizade precisa ser nutrida com presença, mesmo que digital, e com afeto verdadeiro”.

Por Sarah Monteiro

Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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