Pensando em casar? Saiba como se planejar financeiramente



Enquanto os casais se dedicam a preparar cada detalhe de um dos momentos mais marcantes da vida, surge um desafio comum: equilibrar o sonho do casamento com os custos envolvidos e a importância do planejamento financeiro.

“Exigindo organização, disciplina e boas escolhas financeiras, a cerimônia demanda um equilíbrio entre o sonho e o planejamento. Por isso, sempre recomendamos priorizar experiências significativas, mas dentro das possibilidades de cada um”, afirma Camila Piccini, sócia e fundadora do Casar.com, plataforma de sites e listas de casamento.

Com o aumento no número de cerimônias e o interesse crescente por celebrações personalizadas, buffets, salões e fornecedores têm registrado alta na demanda nos últimos anos. De acordo com levantamento do Casar.com, em conjunto com a Assessoria VIP, o volume anual de cerimônias no país deve alcançar 476 mil neste ano, superando as 471 mil registradas em 2024. Ainda segundo a pesquisa, estima-se a realização de 941 mil casamentos civis em 2025, ante 932 mil oficializados no último ano.

Fato é que, mesmo em um cenário de maior consciência financeira, os casamentos continuam sendo um dos principais eventos sociais da vida adulta. Pensando nisso, Daiane Alves, educadora financeira da Neon, compartilha algumas dicas de como planejar sem comprometer o futuro financeiro. Confira!

1. Orçamento claro, casamento tranquilo

O primeiro passo para um casamento equilibrado é definir um orçamento compatível com a realidade do casal. “O erro mais comum é começar os preparativos sem um planejamento financeiro definido. A empolgação pode levar a gastos impulsivos e contratações sem pesquisa. Quando o casal entende sua real capacidade de pagamento, é possível fazer escolhas mais conscientes e garantir que a festa seja motivo de alegria, e não de preocupação”, destaca Daiane Alves.

A educadora reforça ainda que o planejamento financeiro a dois é essencial não apenas para o grande dia, mas também para o futuro da relação.

Criar uma reserva conjunta para metas compartilhadas é uma forma de desenvolver o hábito de poupar e evitar surpresas desagradáveis (Imagem: Dragana Gordic | Shutterstock)

2. Economia compartilhada, base fortalecida

Criar uma reserva conjunta para metas compartilhadas, como o próprio casamento, a lua de mel ou a compra de um imóvel, é uma forma de desenvolver o hábito de poupar e evitar surpresas desagradáveis. Para Daiane Alves, quando o casal constrói juntos uma reserva financeira, ele aprende a lidar com dinheiro de forma transparente e colaborativa. “Isso fortalece o vínculo e estabelece uma base sólida para os próximos passos da vida a dois”, complementa.

3. Quanto antes, mais negociação e pesquisa

O tempo de preparação é um ponto essencial. Quanto antes o casal começar a planejar, mais poder de negociação e comparação de preços terá. Inclusive, aqueles que iniciam os preparativos em cima da hora tendem a gastar mais por urgência e falta de pesquisa.

Tido como indispensável para organizar e planejar um casamento, a assessoria, também conhecida como cerimonialista em algumas regiões, conquista cada vez mais espaço no mercado, justamente por auxiliar os casais na administração financeira do casamento, cronogramas, análise de contratos, entre outros.

“Mediando o passo a passo de todas as etapas dos preparativos até o grande dia, para que haja planejamento e organização de todos os detalhes, as assessorias tornam a jornada do casamento mais fácil e encantadora para que o casal usufrua desse momento tão especial e único com menos imprevistos e preocupações”, pontua Camila Piccini.

Portanto, para quem está planejando o casamento é fundamental iniciar uma reserva financeira com antecedência. Conforme as especialistas, isto evita possíveis dores de cabeça no futuro. “Os investimentos de curto prazo, como CDBs de liquidez diária e Tesouro Selic, são boas opções nestes casos, pois oferecem segurança, rentabilidade e flexibilidade para resgates quando necessário. Com isso, são ótimos caminhos a seguir a partir do ‘sim’”, conclui Daiane Alves.

Por Beatriz Magalhães





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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