Dólar recua para R$ 5,14 e Ibovespa registra alta expressiva no mercado financeiro

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Principais números do mercado nesta sexta (21 Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%

O mercado financeiro brasileiro encerrou a última sexta-feira com um cenário de otimismo, marcado pela valorização do Ibovespa e pela queda da moeda estadunidense. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,142, atingindo seu nível mais baixo em mais de dez dias, refletindo um movimento de alívio tanto no ambiente doméstico quanto nas praças internacionais.

Essa trajetória de queda foi impulsionada pelo enfraquecimento do dólar frente a uma cesta de moedas globais e por um aumento no apetite dos investidores por ativos de maior risco. O contexto eleitoral brasileiro e as expectativas de liquidez no mercado de títulos públicos dos Estados Unidos foram fatores determinantes para o desempenho positivo do real durante o pregão.

Dinâmica do câmbio e influência global

A desvalorização da moeda estadunidense foi sentida de forma ampla, com o índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de seis moedas fortes, apresentando recuo próximo aos 98,856 pontos. Esse movimento é reflexo direto das expectativas do mercado quanto às operações de recompra de títulos de longo prazo realizadas pelo Tesouro dos Estados Unidos.

O real destacou-se entre as moedas de países emergentes, apresentando um desempenho superior ao longo do dia. Esse cenário de maior liquidez global favoreceu não apenas a moeda brasileira, mas também o peso chileno, enquanto o euro e a libra esterlina atingiram patamares de valorização não vistos há meses, consolidando uma semana de ajustes importantes no câmbio internacional.

Desempenho da bolsa brasileira

O Ibovespa, principal índice da B3, acompanhou o otimismo externo e encerrou o dia com uma alta de 1,85%, alcançando 171.031,73 pontos. Com esse resultado, o índice completou sua terceira sessão consecutiva de ganhos, acumulando uma valorização de 2,45% ao longo da semana e recuperando parte das perdas registradas no início do mês de agosto.

O setor bancário desempenhou um papel fundamental na sustentação do índice durante o pregão. Apesar da recuperação recente, o mercado segue atento ao fluxo de capital estrangeiro, que registrou uma saída líquida de R$ 22 bilhões da bolsa brasileira até o dia 19 de agosto, conforme dados fornecidos pela B3.

Impactos das tensões geopolíticas no petróleo

O mercado de commodities também reagiu fortemente às incertezas geopolíticas, especialmente no Oriente Médio. O barril do tipo Brent encerrou a sessão cotado a US$ 94,39, acumulando uma valorização expressiva de 6,6% no decorrer da semana. A continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã mantém o alerta sobre a oferta global.

As preocupações dos investidores concentram-se principalmente no transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz e nas restrições de tráfego no Mar Vermelho. Com as negociações diplomáticas paralisadas, o mercado permanece sensível a qualquer sinal de interrupção no fornecimento, o que mantém a pressão altista sobre as cotações do petróleo bruto, conforme reportado pela Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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