A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou uma iniciativa de impacto social durante a 27ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Em colaboração com a fundação Pró-Rim, a entidade promove uma campanha voltada à conscientização sobre a doação de órgãos, utilizando a visibilidade do futebol nacional para alcançar milhões de torcedores em todo o país.
A ação, denominada Um Sim pela Vida, integra as atividades do Setembro Verde, mês dedicado a sensibilizar a população sobre a importância do tema. A campanha estará presente em todos os dez jogos da rodada, que teve início nesta sexta-feira (11) com o clássico entre Coritiba e Athletico-PR e segue até a próxima segunda-feira (14), com o duelo entre Bahia e Remo.
Mobilização familiar e o papel da autorização
O objetivo central da iniciativa é fomentar o diálogo dentro dos núcleos familiares. No Brasil, a legislação determina que a decisão final sobre a doação de órgãos e tecidos de um familiar falecido cabe exclusivamente aos parentes. Por isso, a campanha reforça que declarar o desejo de ser doador em vida é um passo fundamental para que a família esteja ciente e possa autorizar o procedimento no momento oportuno.
Dados do Sistema Nacional de Transplantes revelam a urgência da causa, com quase 50 mil pacientes aguardando por um transplante no país. Deste total, a grande maioria, cerca de 46 mil pessoas, aguarda especificamente por um rim, o que justifica a parceria direta com instituições especializadas na área.
Atuação da fundação Pró-Rim no cenário nacional
Fundada em 1987, a fundação Pró-Rim consolidou-se como uma referência no tratamento de doenças renais. Com unidades operacionais nos estados de Santa Catarina e Tocantins, a instituição desempenha um papel vital no atendimento público, sendo que a quase totalidade de seus pacientes é proveniente do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao longo de sua trajetória, a organização já contabilizou a realização de mais de 2,1 mil transplantes renais. A parceria com a CBF busca não apenas informar sobre o processo de doação, mas também reduzir as taxas de recusa familiar, que atualmente representam um dos maiores obstáculos para que pacientes na fila de espera tenham uma nova oportunidade de vida.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



