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Apreensão de celular com Dannilo Proto altera custódia de policiais presos em Goiás

A descoberta de um aparelho celular em posse de Dannilo Proto, detido no complexo da Delegacia de Homicídios, desencadeou uma reestruturação imediata no sistema de custódia de agentes das forças de segurança em Goiás. A medida visa reforçar a segurança e o controle dentro das unidades prisionais destinadas a policiais que aguardam julgamento ou cumprem penas provisórias.

A decisão administrativa estabelece que os policiais custodiados não permanecerão mais nas dependências da Delegacia de Homicídios. O grupo foi transferido para um espaço específico, projetado para garantir o isolamento e a vigilância rigorosa dos detentos, evitando que irregularidades como a posse de dispositivos eletrônicos voltem a ocorrer.

Novas diretrizes para custódia e monitoramento

A Secretaria de Segurança Pública determinou a implementação de protocolos de segurança mais rígidos para o novo local de custódia. O monitoramento por câmeras de segurança foi ampliado, garantindo que todas as áreas de circulação e celas sejam observadas em tempo real por equipes de inteligência.

Além do reforço tecnológico, o acesso ao local passou a ser restrito. A entrada de visitantes, advogados e até mesmo de outros servidores públicos agora exige uma autorização prévia e detalhada, visando mitigar riscos de entrada de itens proibidos ou comunicação externa não autorizada.

Procedimentos de revista e controle de acesso

As normas de revista pessoal foram intensificadas para todos que acessam o complexo. A administração prisional adotou o uso de equipamentos de detecção de metais e scanners corporais de última geração, alinhando-se às práticas recomendadas pelo Ministério da Justiça para garantir a integridade do sistema prisional.

A medida responde diretamente à falha de segurança evidenciada pelo caso envolvendo Dannilo Proto. A corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimentos administrativos para apurar como o aparelho entrou na unidade e se houve facilitação por parte de outros agentes ou servidores.

Impactos na rotina dos custodiados

A transferência altera significativamente a rotina dos policiais presos. O novo regime de custódia impõe horários rígidos para banho de sol, recebimento de visitas e atendimento jurídico. A intenção é padronizar o tratamento dos agentes detidos, tratando-os sob as mesmas regras aplicadas aos demais custodiados do sistema, respeitando as prerrogativas legais da categoria.

A gestão da unidade reforçou que o objetivo central é evitar privilégios e garantir que a custódia seja exercida com total transparência. A fiscalização será contínua, com inspeções surpresa realizadas periodicamente para assegurar a manutenção da ordem e a ausência de objetos ilícitos no novo espaço destinado aos policiais.

Dener Rafael

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