Setembro Verde: HCN reforça a importância da doação de órgãos para transplantes

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Hospital em Uruaçu já realizou 38 captações desde 2022 e destaca a importância da conversa familiar sobre a doação.

A campanha Setembro Verde é mundialmente conhecida como mês de conscientização sobre a doação de órgãos, tendo como um dos principais objetivos incentivar a população a conversar com seus familiares sobre o desejo de ser um doador. Referência em Goiás e no Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, reforça a importância da doação no salvamento de vidas por meio de transplantes.

Desde a sua primeira captação, em 2022, o HCN já soma um total de 38 procedimentos, realizados no próprio hospital, que possui todo aparato tecnológico para realizar esse tipo de coleta e faz parte da Central Estadual de Transplantes (CET). Os números são resultado do trabalho conjunto com a CET, unidade da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), e da forte presença e atuação da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) do HCN.

O hospital se tornou um grande aliado dessa causa, instruindo e estimulando familiares e pacientes sobre a importância de ser um doador. Apesar da difícil decisão e da dor da perda, as famílias são abordadas e amparadas pela equipe multidisciplinar da e-DOT da unidade, composta por profissionais do serviço social, psicólogos, equipe médica e de enfermagem, entre outros departamentos importantes para a efetivação da captação.

Para a presidente da e-DOT do HCN, Kellen Lopes, conversar sobre a doação de órgãos com a família é essencial para que a vontade do potencial doador seja conhecida e respeitada. “A doação de órgãos é um assunto que precisa ser conversado ainda em vida. A autorização da família é indispensável para que a doação aconteça. Esse gesto pode transformar e salvar vidas”, destaca.

Doação de órgãos

Segundo dados divulgados pela Central Estadual de Transplantes de Goiás, 2.585 pessoas aguardam atualmente por um transplante no Estado e 67,3% das famílias entrevistadas não autorizam a doação de órgãos após a morte. A campanha Setembro Verde reforça a importância do diálogo com a família e chama atenção para um dos principais fatores que impedem a realização de transplantes: a recusa familiar.

No Brasil, a doação de órgãos somente é realizada com a autorização da família, mesmo quando a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora. Por isso, é importante conversar sobre o tema com os familiares e comunicar para as pessoas mais próximas.

A distribuição dos órgãos é realizada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que adota critérios técnicos, como compatibilidade entre doador e receptor, gravidade do quadro clínico e tempo de espera, garantindo transparência e equidade no acesso aos transplantes.

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