Justiça impõe tornozeleira a Waldivino da Silva após denúncias e defesa critica decisão

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O presidente da Associação da Feira Hippie de Goiânia, Waldivino da Silva, iniciou o uso de tornozeleira eletrônica na última quarta-feira (2). A medida cautelar foi imposta pela Justiça em decorrência de denúncias que envolvem acusações de assédio, um caso que tramita sob segredo de justiça e tem gerado embates jurídicos entre a defesa e o Ministério Público de Goiás (MPGO).

A determinação judicial ocorre em um cenário de investigações que se arrastam sobre fatos supostamente ocorridos em diferentes períodos, com alegações que remontam ao ano de 2018. A defesa do gestor contesta a decisão, classificando a aplicação do monitoramento eletrônico como uma medida extrema e desnecessária diante do contexto apresentado.

Contestação da defesa e histórico das acusações

Em nota, Waldivino da Silva afirmou que a defesa já apresentou recurso contra a decisão. O presidente da associação questiona a temporalidade dos fatos narrados, destacando que a denúncia principal refere-se a um período distante, sem elementos recentes que, segundo ele, justificariam a imposição do uso do equipamento de monitoramento.

O gestor mantém sua postura de negação quanto às irregularidades apontadas. Ele alega ser alvo de denúncias caluniosas e reforça que, em casos anteriores, obteve resultados favoráveis, incluindo a revogação de medidas cautelares e a retratação judicial de uma das supostas vítimas, que teria admitido ter sido instigada a realizar a denúncia.

Detalhes das denúncias do Ministério Público

O Ministério Público de Goiás formalizou a primeira denúncia contra o dirigente ainda em maio de 2026. O órgão aponta episódios de importunação e coação que teriam ocorrido nas dependências da associação entre 2018 e o final de 2023, utilizando a posição hierárquica para constranger uma funcionária da entidade.

Após a repercussão pública do caso, outras duas denúncias foram registradas nos meses de maio e julho. Os relatos incluem acusações de assédio sexual, com uso de linguagem obscena, e importunação física, onde o acusado teria realizado toques não autorizados em funcionárias, conforme detalhado em processos que seguem sob análise do Poder Judiciário.

Impacto no ambiente da Feira Hippie

O caso ganha contornos de complexidade devido à proximidade com o processo eleitoral da categoria. Waldivino da Silva sustenta que as acusações carecem de indícios probatórios sólidos e afirma estar focado em seu trabalho à frente da associação. O dirigente ressalta que mantém o apoio da maioria dos feirantes, apesar da pressão externa gerada pelos desdobramentos judiciais.

A situação permanece sob monitoramento das autoridades competentes. Para acompanhar o desenrolar das investigações e as atualizações sobre o sistema de justiça no estado, é possível consultar os canais oficiais do Ministério Público de Goiás, que atua na fiscalização e no oferecimento das denúncias que compõem o inquérito.

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