O que motivou a saída da F-1 da Band e a ida para a Globo em 2026? Entenda


O retorno da Fórmula 1 à tela da TV Globo, anunciado oficialmente na última semana, não aconteceu por acaso. Após meses de negociações, a principal emissora do País reassumirá as transmissões da categoria a partir de 2026. Mas o que está por trás dessa mudança de casa?

Segundo especialistas, a decisão passa por dois pontos principais: estrutura e alcance. A Globo oferece um ecossistema mais amplo, com transmissões em TV aberta, canais pagos e plataformas digitais, além de uma equipe de reportagem maior em diferentes centros pelo mundo. Além disso, para a Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da F-1, o tamanho da audiência foi determinante.

Na Band, as corridas registravam médias entre 2 e 3 pontos, com picos próximos de 5. Um exemplo foi o GP da Áustria, em junho, que alcançou 4,6 pontos – um dos melhores índices da emissora. Mesmo assim, no mesmo horário, a Globo marcava 8,5 pontos com atrações como “Viver Sertanejo”.

“A audiência de qualquer evento esportivo depende de como ele é promovido”, afirma Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana. Para ele, “se o evento está vinculado à Globo, tem audiência duas ou três vezes maior do que em outro canal”. Esse peso se reflete até no valor de patrocínios: “O valor dos centímetros no boné de um piloto muda se o evento está na Globo”, completa.

A expectativa é que, de volta à Globo, a Fórmula 1 alcance médias próximas de 8 pontos, mais que o dobro do que obtém hoje. A projeção se baseia no desempenho que a emissora já conquista nas manhãs de domingo.

Ainda assim, existe a dúvida sobre a capacidade de a modalidade recuperar a popularidade de seus melhores tempos. Para Joaquim Lo Prete, country manager da Absolut Sport no Brasil, “a ausência de um piloto nacional teve influência direta no interesse do público de acompanhar as últimas temporadas da modalidade”.

Dessa forma, o retorno ao Grupo Globo pode trazer um novo gás para o alcance da categoria. Ainda assim, “o desafio de manter o interesse no longo prazo continua” – mesmo agora com Gabriel Bortoleto, que conquistou seus primeiros pontos neste ano.

“Em um momento em que o Brasil volta a ter um piloto pontuando, ainda que distante do protagonismo, a distribuição se torna tão relevante quanto o produto”, avalia Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM.

“O retorno da Fórmula 1 à Globo é uma decisão estratégica da Liberty Media para reposicionar a categoria no mercado brasileiro”, acrescenta Ivan. Segundo ele, “a Globo oferece um ecossistema capaz de impulsionar a F1 na cultura popular”.

A Fórmula 1 tem a próxima etapa na Bélgica, em 27 de julho, quando o circuito de Spa-Francorchamps recebe o 13º GP da temporada. Oscar Piastri, da McLaren, lidera o Mundial de Pilotos, com 234 pontos.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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