Leila não irá a Flamengo x Palmeiras no domingo por temer ambiente ‘hostil’ após polêmicas


Leila Pereira não está presente em ‘final antecipada’ do Campeonato Brasileiro entre Flamengo e Palmeiras neste domingo, 19, no Maracanã. A presidente alviverde informou pessoas próximas quanto a decisão e citou que “não há clima” para sua presença, após polêmicas com o rival rubro-negro nas últimas semanas. Ela teme um clima hostil.

No último ano, Cláudio Castro (PL), governador do Rio, impediu a presidente palmeirense de passar em frente ao seu camarote, o que fez com que ela tivesse de deixar o estádio e atravessar o setor destinado aos torcedores do Flamengo até chegar ao local reservado para a delegação alviverde.

Em meio aos últimos acontecimentos, Leila teme que esse episódio se repita e, desta vez, haja uma certa hostilidade dos torcedores rubro-negros no Maracanã. A rivalidade entre os clubes aumentou nas últimas semanas, muito em função das discussões da Libra pelos repasses da TV Globo pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A informação foi dada primeiramente pela ESPN e confirmada pelo Estadão.

Em meio a essa polêmica, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, e Leila Pereira trocaram farpas e acusações públicas ao longo dos últimos dias. O mandatário afirmou que “a Libra é palmeirense” e que o bloco defendia os interesses da rival, enquanto a presidente da Crefisa e do Palmeiras se defendeu de uma possível aquisição da SAF do Vasco, bem como comparou a gestão de Bap com “terraplanistas”.

Os dirigentes se encontraram nessa quarta-feira, em reunião da Conmebol com os semifinalistas da Libertadores, em Assunção, no Paraguai, que tratou principalmente de detalhes operacionais das semifinais. O Estadão apurou que Leila e Bap não chegaram a conversar.

O clima no domingo também deverá ser diferente daquele em que a presidente foi recebida em outros anos. Em 2023, ainda na gestão do presidente Rodolfo Landim, Leila foi a campo antes do duelo com o Flamengo e foi tietada por torcedores rubro-negros.

No domingo, não será a primeira vez que Leila deixa de ir a um jogo por temer represálias. Em 2024, no duelo com o Botafogo pela Libertadores, a presidente viajou ao Rio, mas não foi ao Estádio Nilton Santos para evitar um encontro com John Textor, dono da SAF do Botafogo, e quaisquer ataques, que pudesse receber da torcida alvinegra.

Líder do Brasileirão, o Palmeiras pode abrir uma vantagem de seis pontos na ponta da tabela, enquanto o Flamengo precisa vencer para igualar a pontuação do rival. Cruzeiro e Mirassol, terceiro e quarto colocados, respectivamente, se afastaram da briga pelo título nas últimas rodadas. A partida acontece a partir das 16h (de Brasília).

ENTENDA A POLÊMICA ENTRE FLAMENGO E PALMEIRAS NA LIBRA

Os clubes da liga discordam quanto à forma de divisão dos valores referentes à compra dos direitos de transmissão pela TV Globo. No último mês, o Flamengo conseguiu o bloqueio de um repasse de R$ 77 milhões às equipes integrantes do bloco.

O Palmeiras estuda uma ação na Justiça para ter acesso aos valores, que são referentes ao Campeonato Brasileiro de 2025 e seria o segundo depósito realizado pela emissora. O primeiro ocorreu em 25 de julho, no total de R$ 76,6 milhões. Ainda restariam mais duas parcelas.

Em 2024, a Libra fechou com a Globo, em contrato até 2029, com valor anual de R$ 1,17 bilhão, mais uma variação referente ao serviço de pay-per-view Première.

O dinheiro teria a seguinte divisão: 40% iguais para todos da primeira divisão, 30% segundo a posição na tabela e 30% por audiência.

O Flamengo alega que entrou com ação na Justiça para evitar “prejuízos adicionais”, ressaltando que os critérios da divisão de receitas por audiência “não reconhecem o poder gerador de recursos financeiros” pelo clube. Neste ano, em entrevista à Flamengo TV, o presidente BAP, afirmou que não aceitaria ganhar somente “três vezes mais” do que os times menores do bloco.

Atualmente, o bloco é formado por ABC, Atlético-MG, Bahia, Brusque, Grêmio, Guarani, Paysandu, Red Bull Bragantino, Remo, Sampaio Corrêa, São Paulo, Santos, Vitória e Volta Redonda, além de Palmeiras e Flamengo. Existe a possibilidade, com o incômodo das demais partes, que sejam estudadas maneiras de retirar o clube rubro-negro do bloco.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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