Investigação aponta envolvimento de familiares de policial em chacina em Formosa

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Desdobramentos da investigação sobre a chacina em Formosa

A Polícia Civil de Goiás aprofunda as investigações sobre a chacina que resultou na morte de quatro homens em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Além do policial militar da reserva, identificado como Matusalém, as autoridades apuram a participação de outros dois familiares dele no crime. Os suspeitos se apresentaram voluntariamente à delegacia na madrugada desta quinta-feira (12) para prestar depoimento e, após as oitivas, foram liberados pelas autoridades policiais.

O episódio ocorreu no bairro Parque Lago, quando as vítimas chegaram ao local em uma caminhonete para cobrar uma dívida de R$ 250 mil. O montante seria referente à compra de um caminhão do tipo prancha realizada pelo filho do ex-policial. Segundo o delegado José Antônio Sena, a investigação também levanta a hipótese de que os homens mortos atuassem com empréstimos de dinheiro, prática conhecida como agiotagem, embora o foco principal da apuração permaneça na dívida específica do veículo.

Alegação de legítima defesa e dinâmica do confronto

Em um vídeo divulgado após o ocorrido, o militar aposentado afirmou que sua ação foi motivada por legítima defesa. Ele relatou que o filho teria entrado em contato desesperado, alegando estar sendo perseguido por pessoas vindas de São Paulo que teriam efetuado disparos contra o veículo onde estava. O ex-policial afirmou que, no momento da abordagem na residência, estavam presentes ele, seu filho e um irmão de consideração.

Conforme o relato do suspeito, os ocupantes da caminhonete teriam iniciado os disparos ao chegarem ao endereço, quebrando o vidro da casa. Diante dessa suposta agressão, ele teria revidado. Imagens captadas por câmeras de segurança registraram o momento em que os tiros foram disparados, sendo que dois corpos foram encontrados dentro do veículo e os outros dois foram localizados caídos na via pública, conforme informações da Polícia Militar.

Identificação das vítimas e contexto regional

O caso gerou grande repercussão devido à identidade dos envolvidos. Entre as quatro vítimas, duas residiam em São Paulo e pertenciam a uma comunidade cigana, enquanto as outras duas eram naturais de São João d’Aliança, no nordeste de Goiás. Entre os mortos estava Gustavo Fernandes Graças, de 30 anos, que ocupava o cargo de secretário municipal de Transportes em sua cidade de origem.

As demais vítimas foram identificadas como Luís Antônio Rodrigues, de 58 anos, André Luiz Ferreira Silva, de 41 anos, e Gustavo Aurélio Miguel, de 31 anos. A Polícia Civil continua coletando depoimentos e analisando as provas periciais para esclarecer a cronologia exata dos fatos e a responsabilidade individual de cada um dos envolvidos no tiroteio. Para mais detalhes sobre o andamento das investigações, consulte o portal oficial da Polícia Civil de Goiás.

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