Ibovespa dispara e atinge maior patamar desde maio com otimismo do mercado

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O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte euforia nesta quarta-feira (2). O Ibovespa, principal índice da B3, disparou 3,05% e encerrou o pregão aos 185.205,09 pontos, alcançando o seu nível mais elevado desde o dia 6 de maio. Este movimento marca a 11ª alta consecutiva do indicador, refletindo um otimismo renovado entre os investidores diante do cenário eleitoral e de fluxos de capital.

Paralelamente, a moeda norte-americana manteve trajetória de desvalorização. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,106, apresentando uma queda de 0,91%. Este é o terceiro pregão seguido de recuo para a divisa, que atingiu seu menor valor de fechamento desde o dia 7 de agosto, consolidando uma baixa acumulada de 6,97% no ano.

Fluxo de capital e cenário eleitoral

A valorização expressiva do índice acionário brasileiro foi impulsionada por uma combinação de fatores internos e externos. O cenário eleitoral no Brasil tem sido monitorado de perto pelos agentes econômicos, que ajustam suas posições conforme a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto. A reação positiva dos ativos locais sugere uma leitura favorável do mercado em relação às expectativas políticas.

Além da política, o desempenho foi sustentado pelo retorno do capital estrangeiro. Após um período de saída expressiva de recursos nas primeiras semanas de agosto, os investidores internacionais voltaram a aportar capital em ações brasileiras nos últimos dias do mês passado. Esse movimento de entrada de divisas é fundamental para dar sustentação à alta da bolsa e pressionar a cotação do dólar para baixo.

Dinâmica do mercado de câmbio

Durante o pregão, o comportamento do dólar foi volátil. A moeda chegou a registrar uma leve alta de 0,33% no período da manhã, alcançando R$ 5,1702. No entanto, a trajetória mudou de direção após a divulgação de uma pesquisa eleitoral, que serviu como gatilho para uma aceleração da queda, levando a divisa a tocar a mínima de R$ 5,09 durante a tarde.

No âmbito internacional, o dólar também perdeu força frente a uma cesta de moedas globais, com o índice DXY operando em queda de 0,13%. Esse ambiente de maior apetite ao risco favorece mercados emergentes como o Brasil, que se beneficiam da busca por rentabilidade em ativos com maior potencial de retorno, conforme detalhado em análises da Reuters.

Tensões geopolíticas e preço do petróleo

Enquanto o mercado brasileiro celebrava a alta, o cenário global de energia permanecia sob tensão. O petróleo fechou o dia em valorização, impulsionado pela escalada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã. A preocupação central dos investidores recai sobre a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de óleo.

O barril do tipo WTI, negociado em Nova York, avançou 0,88%, cotado a US$ 91,01. Já o Brent, que serve de referência para a Petrobras, subiu 1,04%, atingindo US$ 95,63. Além do fator geopolítico, dados oficiais indicaram uma redução inesperada nos estoques de petróleo nos Estados Unidos, o que pressionou os preços para cima, superando as estimativas iniciais dos analistas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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