Entre os 10 grupos de profissionais que recebem os menores salários no serviço público brasileiro, de acordo com o levantamento dos pesquisadores Wellington Nunes e José Teles com dados do Atlas do Ipea, estão o cargo de supervisor de crédito e cobrança do Executivo estadual, com vencimentos médios de R$ 359 por mês. Já um gestor em segurança de uma prefeitura recebe R$ 890 mensais. E um garçom que serve cafezinho no Executivo municipal tem salário médio de R$ 1.040 por mês.
NO TOPO DA PIRÂMIDE. Os pesquisadores também identificaram onde está a elite do funcionalismo público, aquela que recebe supersalários, acima inclusive da remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do País. Os funcionários com as maiores remunerações do Estado concentram-se no Ministério Público Federal (MPF), em tribunais regionais e superiores do Judiciário, na Câmara dos Deputados, no Senado, no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Ministério das Relações Exteriores.
A Câmara dos Deputados, por exemplo, respondia por 70% dos supersalários no Legislativo em 2018, quando foram levantados os dados mais recentes sobre a remuneração das carreiras de Estado. No sistema de Justiça, o Ministério Público Federal respondia por 40,1% dos vínculos acima do limite constitucional. No Poder Executivo, 87,4% da elite estava empregada no Itamaraty.
MUDANÇAS À VISTA. A reforma administrativa, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, deve estabelecer uma tabela fixa de remuneração para todo o funcionalismo, e limitar a criação de verbas e vencimentos que dão origem aos supersalários.
“É preciso criar um limite crível e realista nas remunerações muito altas e criar um panorama em que se veja a disparidade das remunerações mais baixas e mais altas em toda a federação”, diz Felix Lopez.
O pesquisador chama a atenção, porém, para o problema de se criar normas genéricas para todo o funcionalismo. “A maior parte do funcionalismo está nos municípios, mas usualmente as pessoas falam sobre as altas remunerações com a imagem do funcionalismo federal na cabeça”, afirma. “Tem municípios muito pobres, tem municípios muito mais ricos, então, criar regras gerais é uma receita de difícil implementação e às vezes até contraproducente.”
Por: Estadão Conteúdo
Há mais de duas décadas, Márcia Honório da Silva constrói o futuro do futebol brasileiro…
A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que havia suspendido a fabricação e…
A nova Lei da Dosimetria foi oficialmente promulgada nesta sexta-feira (08) pelo presidente do Senado…
Um veículo pegou fogo no início da noite desta sexta-feira (08), na região central de…
Um homem suspeito de integrar uma quadrilha conhecida como “Novo Cangaço” morreu após troca de…
Goiás alcançou, em 2025, a maior renda média mensal da série histórica iniciada em 2012…
This website uses cookies.