Um homem suspeito de integrar uma quadrilha conhecida como “Novo Cangaço” morreu após troca de tiros com a equipe da Força Tática da Polícia Militar do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM), no início da noite desta sexta-feira (08), em Goianésia. A ocorrência foi registrada na Rua Ilídio Marçal da Silva, no Residencial Ipês, região norte da cidade.
Segundo informações apuradas pela reportagem, o suspeito teria reagido à abordagem policial, tentando atentar contra a vida dos militares, que revidaram. Ele foi baleado durante o confronto, socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de chegar à unidade.
Embora a polícia não tenha divulgado oficialmente a identidade, a reportagem apurou que o homem seria Welles Desidério de Sousa, apontado em investigações anteriores como integrante de uma organização criminosa especializada em roubos a bancos e ataques a carros-fortes.
Não há confirmação sobre o que ele estaria fazendo em Goianésia, mas a localização do suspeito foi possível após trabalho de inteligência do 23º BPM.
O grupo ao qual o suspeito estaria ligado ganhou notoriedade em Goiás entre os anos de 2015 e 2016, período em que realizou uma série de ataques violentos a instituições financeiras no interior do estado e em regiões próximas.
As investigações apontam que a quadrilha utilizava um modo de operação característico: ações noturnas, uso de armamento pesado, explosivos e até reféns como escudo humano. Em muitos casos, os criminosos cercavam cidades inteiras, disparavam contra quartéis e prédios públicos e espalhavam pânico entre moradores.
Entre os crimes atribuídos ao grupo estão:
De acordo com decisões judiciais da época, integrantes da organização foram condenados por crimes como associação criminosa, roubo qualificado, uso de explosivos e restrição de liberdade das vítimas.
Autoridades classificaram a atuação do grupo como extremamente violenta, destacando o alto poder de destruição e intimidação das ações. Relatórios apontam que os criminosos agiam com planejamento detalhado e não hesitavam em usar força letal.
O suspeito morto nesta sexta-feira já havia sido preso em operações anteriores e possuía passagens por crimes como roubo e tráfico de drogas.
O caso será investigado pelas autoridades competentes, que devem apurar todos os detalhes da ocorrência, incluindo as circunstâncias do confronto e a possível atuação de outros envolvidos.
A Polícia Militar reforçou que ações de inteligência e patrulhamento seguem sendo intensificadas na região, com o objetivo de combater organizações criminosas e garantir a segurança da população.
O termo “Novo Cangaço” é utilizado para descrever uma modalidade de crime organizada, comum principalmente em cidades do interior do Brasil. Nesse tipo de ação, grupos fortemente armados invadem municípios para realizar roubos a bancos ou carros-fortes, utilizando táticas de guerra urbana, como bloqueio de vias, uso de explosivos e intimidação da população.
Esses crimes são considerados de alta gravidade e mobilizam forças policiais especializadas devido ao risco elevado para moradores e agentes de segurança.
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