Confederação de municípios pede que STF julgue desoneração no plenário físico


A Confederação Nacional de Municípios (CNM) pediu ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que leve ao plenário físico o julgamento sobre a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de municípios com até 156 mil habitantes. A análise começou no plenário virtual na sexta-feira, 17.

A CNM vê risco de impacto para os cofres públicos dos municípios beneficiados com a desoneração, a depender da modulação de efeitos que será definida pela Corte. “Eventual calibragem temporal dos efeitos repercute no planejamento, na segurança jurídica e na continuidade, inclusive, dos serviços municipais”, apontou a entidade.

Zanin, que é o relator e foi o único a se pronunciar até agora, votou para declarar inconstitucional a lei que prorrogou a desoneração. Mas ele preservou os efeitos da norma enquanto ela esteve vigente, em 2024, o que impede o governo de pleitear o pagamento retroativo da alíquota cheia de 20%.

“A sessão em plenário físico favorece a avaliação dos impactos fiscais e orçamentários decorrentes do julgamento, permitindo que eventual modulação seja fixada à luz de cenários concretos, com ponderação acurada de riscos de descontinuidade de serviços essenciais e de instabilidade nas contas locais”, disse a CNM na manifestação.

Apesar de considerar inconstitucional a lei que prorrogou a desoneração por não trazer estimativa de impacto financeiro, Zanin manteve a validade da reoneração gradual da folha entre 2025 e 2027 – aprovada após diálogo entre o Executivo e o Legislativo para mitigar os impactos da renúncia fiscal. Ele não avaliou o mérito do acordo porque essa lei não foi questionada na ação.

Para a CNM, a “coexistência” da lei que estabeleceu a reoneração gradual da folha também demanda mais debates. “A coexistência do novo regime legal da Lei nº 14.973/2024 ainda recomenda debate público aprofundado em plenário físico, com sustentações orais e interação síncrona entre os ministros, as partes, a Procuradoria-Geral da República, a Advocacia-Geral da União e os amici curiae”, argumentou.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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