A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o convite para que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e governadores comparecem a audiências públicas na Casa. Os requerimentos, analisados nesta terça-feira, 6, tem como objetivo debater a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, encaminhada pelo governo federal.
A PEC é relatada na CCJ pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), vice-líder da oposição e autor de parte dos requerimentos. O texto afirma que o convite dos governadores busca “dar representatividade a todas as regiões brasileiras, bem como representar a pluralidade partidária existente no nosso sistema político”.
Governadores convidados para debater PEC da Segurança:
– Eduardo Leite (PSDB) – Rio Grande do Sul
– Cláudio Castro (PL) – Rio de Janeiro
– Ronaldo Caiado (União) – Goiás
– Helder Barbalho (MDB) – Pará
– Jerônimo Rodrigues (PT) – Bahia
– Raquel Lyra (PSD) – Pernambuco
A PEC, elaborada pelo Ministério da Justiça, é a principal aposta do governo federal para combater o crime organizado, e foi entregue em abril aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), num evento no Palácio do Planalto. O texto propõe modificações em cinco artigos da Constituição e amplia o papel da União na formulação de diretrizes nacionais para a segurança pública.
A proposta amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal (PF) para fortalecer o combate a facções criminosas, inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e os fundos nacionais de financiamento do setor, fixa as atribuições das guardas municipais e prevê a criação de corregedorias e ouvidorias dotadas de autonomia funcional.
Durante a cerimônia de apresentação da proposta, o ministro Lewandowski destacou que houve um amplo debate sobre o tema e que se chegou a um “texto de consenso”.
A proposta tem recebido críticas de governadores e de integrantes da chamada bancada da bala. Os opositores argumentam que ela concentra excessivamente o poder na esfera federal, o que poderia permitir interferências nas políticas de segurança pública conduzidas pelos Estados.
Caso seja aprovada pela CCJ, a PEC ainda passará por uma comissão especial antes de seguir para o plenário da Câmara, onde precisará ser aprovada em dois turnos. Se obtiver sucesso nessa etapa, o texto seguirá para apreciação no Senado.
Por: Estadão Conteúdo
Cruzeiro e Flamengo duelam pela Libertadores 2026 nesta quarta-feira. Acompanhe a transmissão ao vivo pela…
Hugo Calderano vence estreia no Europe Smash na Suécia. Confira os detalhes da trajetória do…
Estudante de 19 anos desenvolve jogo interativo para explicar as funções do Ministério Público do…
MPSP propõe Termo de Ajustamento de Conduta ao Discord após investigações sobre crimes contra crianças…
Indústria de motocicletas bate recorde histórico de produção em julho no Polo Industrial de Manaus…
Encontro de Amigos da Educação reúne mais de 450 pessoas em Goianésia em apoio à…
This website uses cookies.