A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) rejeitou de uma só vez três recursos de times relacionados ao Mundial de Clubes da Fifa, a ser disputado entre junho e julho deste ano, sob novo e ampliado formato. O tribunal sustentou decisão da Fifa de excluir o León da competição, por pertencer ao mesmo grupo do Pachuca, este garantido na competição.
Os recursos foram impetrados pelo próprio León, pelo Pachuca e pela Asociación Liga Deportiva Alajuelense (LDA), da Costa Rica. O León e a LDA queriam ficar com a vaga restante no Grupo D, que tem o Flamengo, o Espérance de Tunis e o Chelsea.
Na prática, a decisão da CAS ampara a iniciativa da Fifa de fazer uma partida entre o América, também do México e melhor colocado no ranking da Concacaf, o Los Angeles FC, equipe americana que foi vice-campeão da Concachampions vencida pelo próprio time mexicano em 2023. O vencedor ficaria com a vaga restante no Grupo D.
No julgamento realizado na segunda-feira, em Lausanne, na Suíça, a CAS avaliou três recursos, sendo um deles apresentado pelo Léon e Pachuca, em conjunto, e outro pelo Léon, em separado. Outro foi impetrado pela LDA. O caso também foi rejeitado. Segundo o tribunal, a avaliação será divulgada futuramente, sem data definida.
A disputa principal era entre os clubes mexicanos e a Fifa, que havia vetado, em março, o León no novo Mundial de Clubes. A entidade máxima do futebol mundial alegou que os times infringiram uma das regras do seu regulamento, por terem um proprietário em comum. O León alegou que as estruturas dos clubes eram independentes, mas a defesa não foi acatada nem pela Fifa e nem pela CAS.
“O Painel da CAS emitiu uma Decisão Operacional negando provimento aos três recursos e determinou que o Pachuca e o Club León não cumpriram os critérios do Regulamento de Clubes da Copa do Mundo da FIFA 2025 (Art. 10.1) relativos à propriedade múltipla de clubes. O Painel examinou as evidências, incluindo o fundo do Club León criado pelos proprietários do clube, e concluiu que esse fundo era insuficiente para cumprir os Regulamentos. Consequentemente, o León continua excluído da competição e o Pachuca continua qualificado pelo. Uma sentença completa com os motivos da decisão será emitida oportunamente”, anunciou a CAS.
De acordo com especialistas, a decisão anunciada somente nesta terça-feira não surpreendeu. “O histórico de jurisprudências do CAS mostra um entendimento que a própria Fifa tem a sua competência para definir os seus regulamentos, e que não cabe à CAS contestar ou revogar essa disposição, desde que seja justa e proporcional”, explica o advogado Raphael Paçó Barbieri, especializado em direito desportivo e sócio da CCLA Advogados.
Já o recurso da LDA alegava que nenhum dos dois clubes mexicanos deveriam disputar o Mundial deste ano. E a vaga deveria ficar com o time da Costa Rica, baseando-se para tal no ranking da Concacaf.
O Club Léon, onde joga atualmente o meia-atacante James Rodríguez, lamentou a decisão. “A sentença foi muito dura, os rivais muito influentes, a pressão muito intensa e os interesses muito altos. Como instituição, assumimos o custo e as consequências de um processo assim. Mas quem mais tem sofrido neste caminho foi nossa gente: nossos torcedores mereciam mais respeito por parte de um organismo dedicado a promover o esporte. Mas, desde o início, nenhum princípio esportivo existiu neste caso”, disse o clube, em comunicado.
Por: Estadão Conteúdo
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