O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) consolidou um desempenho financeiro expressivo nos primeiros seis meses deste ano. A instituição reportou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões, montante que representa uma expansão de 25% em comparação ao mesmo período de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, o resultado atingiu a marca histórica de R$ 17,1 bilhões.
O presidente do banco, Aloizio Mercadante, classificou os números como um balanço extraordinário. Em entrevista coletiva realizada em São Paulo, o executivo destacou a capacidade da instituição em conciliar o crescimento acelerado no volume de concessão de crédito com uma rentabilidade que se posiciona entre as maiores do mercado financeiro nacional.
Os ativos totais da instituição alcançaram R$ 1,05 trilhão, estabelecendo um novo recorde histórico. Paralelamente, a carteira de crédito registrou R$ 684 bilhões, o maior patamar observado desde 2016. O patrimônio líquido do banco também acompanhou essa trajetória de alta, atingindo R$ 181 bilhões, consolidando a solidez do balanço patrimonial da estatal.
As aprovações de crédito totalizaram R$ 110,6 bilhões no período, um salto de 52% frente ao ano anterior. O setor de infraestrutura liderou a demanda, com alta de 91%, totalizando R$ 46 bilhões. O segmento agropecuário também apresentou desempenho robusto, somando R$ 24,8 bilhões, um crescimento de 46%. A indústria e o setor de comércio e serviços completaram o cenário de expansão, com aportes de R$ 22,5 bilhões e R$ 17,3 bilhões, respectivamente.
O fomento às micro, pequenas e médias empresas atingiu R$ 108,2 bilhões, o maior volume já registrado pelo banco para o período. Este montante representa um incremento de 22% em relação ao primeiro semestre de 2025. A estratégia reforça o papel do banco como indutor do desenvolvimento econômico em diversas escalas produtivas.
A qualidade da carteira de crédito permanece sob controle rigoroso. A taxa de inadimplência superior a 90 dias manteve-se estável em 0,05%. O índice é significativamente inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, que registra 4,68% no cenário geral e 0,66% quando isolado o segmento de grandes empresas.
A gestão do BNDES tem direcionado esforços para a diversificação de sua carteira, priorizando setores de alta tecnologia e relevância estratégica. Entre as novas frentes de investimento estão a inteligência artificial, a exploração de minerais críticos e terras raras, além de projetos de mobilidade urbana avançada. O banco também financia a transição da indústria automotiva nacional para o modelo elétrico flex.
O enfrentamento às mudanças climáticas figura como prioridade na agenda institucional. Segundo Agência Brasil, o banco prepara estratégias para mitigar os impactos de eventos extremos, como secas e inundações. A instituição planeja atuar diretamente na reconstrução de áreas afetadas e no suporte financeiro a comunidades e empresas vulneráveis aos riscos climáticos previstos para as próximas temporadas.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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