A morte de Neifa Freitas de Farias Alves e Fábio Alves Barbosa, vítimas de um atropelamento fatal em Goiânia, continua a gerar forte comoção e mobilização social. Familiares do casal, inconformados com a tragédia, anunciaram a realização de uma nova manifestação pública para cobrar uma resposta mais rigorosa do Poder Judiciário. O ato, que busca sensibilizar a sociedade e as autoridades, está agendado para o dia 20 de setembro, a partir das 16h, nas proximidades do Camelódromo de Campinas.
O caso, que chocou a capital goiana, ocorreu no dia 16 de agosto. Após serem atingidos pelo veículo, as vítimas foram prontamente socorridas e encaminhadas ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Apesar dos esforços das equipes médicas, o casal não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu após alguns dias de internação. A investigação apontou que o condutor do veículo, um adolescente de 17 anos, apresentava sinais de embriaguez no momento do acidente.
Logo após o atropelamento, o menor de idade foi submetido ao teste do bafômetro pelas autoridades policiais. O exame constatou a presença de 0,52 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice que supera o limite legal estabelecido para a condução de veículos automotores. A embriaguez ao volante, somada à condição de menoridade do condutor, tornou o caso um símbolo do debate sobre a impunidade e a segurança no trânsito urbano.
O adolescente foi apreendido preventivamente por um período de 45 dias. No entanto, a família das vítimas considera a medida insuficiente diante da perda irreparável. A expectativa dos parentes é que, ao término deste prazo, a Justiça reavalie os fatos e aplique uma punição que corresponda à gravidade do ocorrido, evitando que o caso seja tratado com a leniência que, segundo eles, muitas vezes envolve atos infracionais dessa natureza.
A sobrinha do casal, Licia Maria, tem sido uma das principais vozes na organização do movimento. Através das redes sociais, ela convoca a população para o ato, utilizando o lema: “Hoje foi a minha família, amanhã pode ser a sua”. A frase reflete o sentimento de insegurança compartilhado por muitos cidadãos que circulam pelas vias da capital e tem servido como um catalisador para reunir amigos, conhecidos e pessoas que se solidarizaram com a dor dos familiares.
Para sustentar a mobilização e manter o caso em evidência, a família tem buscado orientação jurídica especializada e mantido contato constante com a imprensa. Além disso, foram confeccionadas camisetas personalizadas com mensagens de homenagem e pedidos de justiça, como a frase “pena máxima para o assassino”. As peças estão sendo comercializadas por R$ 35 via Pix, com o objetivo de financiar os custos da campanha e fortalecer a luta por uma condenação exemplar, conforme reportado pelo portal Mais Goiás.
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