Caminhão estava a 120 km/h em acidente com ônibus na GO-010 que resultou em oito mortes

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A tragédia ocorrida na rodovia GO-010, na altura do município de Luziânia, ganhou contornos mais precisos após a análise técnica realizada pela Polícia Científica. O acidente, que vitimou oito pessoas e deixou diversos feridos, envolveu um caminhão carregado de areia, um ônibus de transporte interestadual e outros veículos de passeio, gerando uma das maiores comoções recentes nas estradas goianas.

O impacto da colisão, ocorrida na última sexta-feira (7), foi agravado pela velocidade em que o veículo de carga trafegava. Informações colhidas pelas autoridades competentes indicam que o condutor do caminhão perdeu o controle em um trecho crítico da rodovia, resultando em uma dinâmica de batida que mobilizou equipes de socorro de Goiás e do Distrito Federal.

Dados do tacógrafo revelam alta velocidade antes da colisão

O trabalho de perícia criminal, coordenado pelo perito Fernando Cesar Lerbach, foi fundamental para esclarecer o comportamento do caminhão momentos antes do desastre. Através da extração de dados do tacógrafo, equipamento obrigatório que registra o histórico de condução, foi possível confirmar que o veículo atingiu picos de velocidade incompatíveis com a segurança viária em uma descida.

Segundo os registros técnicos, o caminhão trafegava a 130 km/h durante a descida da via. Pouco antes de atingir a curva onde o acidente foi deflagrado, houve uma redução para 120 km/h, velocidade que foi mantida no instante exato do impacto contra o ônibus da Real Expresso. A força da colisão foi suficiente para causar o tombamento do coletivo, que transportava 48 passageiros no trajeto entre Taguatinga e Uberlândia.

Dinâmica do acidente e invasão de pista

Além da velocidade excessiva, a investigação aponta que o caminhão invadiu a pista contrária, interceptando a trajetória do ônibus. Este movimento, somado à velocidade registrada, é o foco central da apuração conduzida pela Polícia Civil, que busca determinar as responsabilidades criminais pelo ocorrido. O local do acidente, próximo ao Povoado Samambaia, permanece como ponto de análise para a reconstrução detalhada dos fatos.

Assistência às vítimas e estado de saúde

O número de vítimas fatais, que inicialmente era de cinco pessoas, incluindo um bebê de 1 ano, subiu para oito ao longo do fim de semana. O resgate foi uma operação complexa que contou com o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e aeronaves do Corpo de Bombeiros, que realizaram o transporte de feridos em estado grave para unidades de saúde especializadas no Distrito Federal e em Luziânia.

Até a última atualização, pacientes permaneciam sob cuidados médicos intensivos. Enquanto alguns feridos já receberam alta hospitalar ou foram transferidos para enfermarias após procedimentos cirúrgicos, outros ainda lutam pela recuperação em unidades de terapia intensiva.

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