A doação de órgãos é um gesto de solidariedade que pode transformar a dor de uma perda em esperança de vida para muitas pessoas que aguardam na fila de transplantes. No entanto, apesar da sua importância, ainda existem muitos mitos e desinformações que cercam o tema, fazendo com que famílias hesitem diante desse ato de generosidade.
A seguir, Raquel San Borato, professora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, esclarece os principais mitos e verdades sobre a doação de órgãos. Confira!
Mito. Segundo Raquel San Borato, um dos maiores mitos é que doar órgãos prejudica o corpo após a morte. “Isso é totalmente falso. O processo de retirada de órgãos é realizado apenas por equipes médicas especializadas, de forma ética e respeitosa, preservando a integridade do corpo do doador”, esclarece.
Mito. Outro ponto frequentemente questionado é a idade ou estado de saúde do doador. “Também não procede à ideia de que apenas pessoas jovens e saudáveis podem doar. Na realidade, qualquer pessoa, independentemente da idade, pode ser um potencial doador. A avaliação médica é criteriosa e define, com base em critérios técnicos, quais órgãos e tecidos podem ser aproveitados”, explica a docente.
Verdade. Raquel San Borato também destaca que registrar a intenção de ser um doador de órgãos é fundamental. “No Brasil, o consentimento familiar é obrigatório. Por isso, conversar com a família sobre a vontade de doar órgãos é tão importante quanto se cadastrar como doador”, orienta.
Verdade. A profissional destaca que a morte encefálica é um diagnóstico médico rigoroso, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), e confirmado por exames e pareceres de especialistas. “Esse processo garante total segurança e seriedade antes de qualquer decisão sobre a doação”, acrescenta.
Verdade. A doação de órgãos salva vidas. “Um único doador pode beneficiar até oito pessoas, além de melhorar a qualidade de vida de muitos outros com transplantes de tecidos, como córneas e ossos. A informação correta e a conscientização são ferramentas essenciais para aumentar o número de doadores”, conclui Raquel San Borato.
Por Bianca Lodi Rieg
Fonte: Portal EdiCase
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