15 frutas e plantas do Norte e Nordeste que fortalecem a saúde



Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo. São mais de 44 mil espécies de flora, incluindo as de uso medicinal, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, que concentram milhares de espécies vegetais utilizadas tradicionalmente pelas comunidades locais.

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que a região Norte apresenta a maior prevalência de uso de plantas medicinais no Brasil. Os dados evidenciam que mais de 10 mil plantas da Amazônia possuem princípios ativos com potencial medicinal, enquanto a Caatinga nordestina abriga espécies centenárias, utilizadas por comunidades rurais e povos locais como remédios naturais.

Para Célia Bortolotti Vidotti, profissional da área de nutrição do AmorSaúde, rede de clínicas parceira do Cartão de TODOS, o resgate dos saberes de frutas e plantas medicinais representa uma importante ponte entre tradição e ciência contemporânea.

“Resgatar esse conhecimento é aproximar ciência e tradição, valorizando a cultura alimentar brasileira e promovendo sustentabilidade, diversidade alimentar e identidade cultural. Muitos deles [alimentos e plantas] já eram utilizados pelos povos indígenas e comunidades rurais como fontes de cura e prevenção. Hoje, a nutrição moderna reconhece que boa parte desse conhecimento empírico tem fundamento bioquímico e nutricional”, explica.

1. Açaí

Reconhecido mundialmente como “superalimento”, o açaí possui alto valor nutricional, com antioxidantes, gorduras benéficas e fibras, auxiliando na saúde cardiovascular e fornecimento de energia. No entanto, a profissional de nutrição alerta para os riscos das versões industrializadas. “O problema está nas combinações com xaropes e coberturas calóricas, que transformam um alimento saudável em sobremesa muito energética. A melhor forma de consumir é o açaí puro, batido com frutas”, orienta.

O cupuaçu é fonte de vitaminas e tem ação antioxidante (Imagem: Alexandre Laprise | Shutterstock)

2. Cupuaçu

O cupuaçu, por sua vez, com sua mistura refrescante e ácida de nutrientes, como potássio, ferro, selênio e vitamina C, ultrapassa o uso regional e já conquista mercados internacionais, incluindo o Japão. Além disso, é fonte de vitamina A e do complexo B, possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias naturais.

3. Umbu

Rico em vitamina C e minerais, o umbu é tradicionalmente usado para hidratação e reposição de eletrólitos.

4. Castanha-do-pará

A castanha-do-pará destaca-se pelos teores impressionantes de selênio, gorduras boas e proteínas, importante para função tireoidiana e imunidade.

5. Murici

O murici possui alto teor de vitamina C e carotenoides, com propriedades antioxidantes.

6. Caju

O caju é rico em vitamina C e compostos bioativos, sendo tradicionalmente usado para problemas respiratórios.

7. Pequi

O pequi é rico em vitaminas A e E, com ação anti-inflamatória.

A andiroba tem ação analgésica e antibacteriana (Imagem: juerginho | Shutterstock)

8. Andiroba

A andiroba apresenta ação analgésica, antibacteriana, anti-inflamatória e antialérgica, sendo tradicionalmente utilizada no combate à obesidade e no processo de cicatrização.

9. Capim-santo

O capim-santo tem propriedades calmantes e digestivas, sendo amplamente utilizado para ansiedade e problemas estomacais.

10. Boldo-do-norte

O bolo-do-norte é tradicionalmente usado para problemas hepáticos e digestivos. Requer cautela no uso.

11. Copaíba

A copaíba possui propriedades cicatrizantes e antissépticas.

12. Babosa

A babosa é conhecida por propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias. Ela deve ser usada com orientação profissional.

13. Aroeira

A aroeira tem ação anti-inflamatória e cicatrizante, sendo tradicionalmente usada para problemas de pele.

14. Mastruz

O mastruz possui propriedades vermífugas e anti-inflamatórias.

15. Mulungu

O mulungu tem efeitos calmantes e sedativos naturais, sendo usado para ansiedade e insônia.

Orientações para consumo seguro

Célia Bortolotti Vidotti ressalta que alimentos como umbu, açaí, cupuaçu, castanha-do-pará, murici e caju podem ser consumidos no dia a dia de forma segura, respeitando quantidades adequadas. “Já plantas como capim-santo, boldo-do-norte e babosa devem ser usadas com mais cautela, preferencialmente sob orientação, pois podem ter contraindicações ou não devem ser consumidas de forma contínua”, alerta.

Além disso, é importante se atentar ao consumo responsável. “É preciso cautela com doses excessivas, principalmente de plantas medicinais em forma de chás, extratos ou óleos, já que podem causar efeitos adversos ou interações medicamentosas. O ideal é usar como complemento e sempre com orientação de um profissional de saúde”, completa.

Integração com dieta equilibrada

As espécies regionais podem contribuir para uma dieta equilibrada, especialmente quando substituem alimentos ultraprocessados e ajudam a aumentar a variedade de nutrientes. “Elas não devem ser vistas como milagrosas ou as únicas responsáveis pela saúde, mas, sim, como parte de um conjunto: boa alimentação, sono adequado, atividade física e acompanhamento profissional”, esclarece Célia Bortolotti Vidotti, que finaliza: “Valorizar esses alimentos é também valorizar nossa cultura, mas sempre com equilíbrio e responsabilidade”.

Por Nayara Campos





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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