A artrite se trata de uma condição que, embora muito associada aos humanos, também afeta um número crescente de cães e gatos. O envelhecimento, o excesso de peso e fatores genéticos podem contribuir significativamente para o surgimento da doença, que compromete o bem-estar e a qualidade de vida dos pets.
Dados do Programa de Cuidados ao Paciente Crônico da Petlove mostram que 21% dos animais acompanhados já enfrentam problemas relacionados à artrite. Diante desse cenário, o médico-veterinário Pedro Risolia alerta sobre a importância do diagnóstico correto, da observação dos sintomas e dos cuidados contínuos com os animais afetados. Muitas vezes, o desconforto se intensifica com o frio, exigindo adaptações na rotina e acompanhamento especializado.
Observar mudanças sutis no comportamento e nos movimentos dos pets é o primeiro passo para identificar a artrite precocemente. “Os sintomas de artrite podem envolver claudicação (animal manca de um ou mais membros), dores e dificuldade de locomoção, edema (inchaço em algum membro), apatia, hiporexia (diminuição de apetite), deformidades em membros e vocalização de dor (gritos, choramingos)”, lista Pedro Risolia.
Ainda, o médico-veterinário acrescenta que as dificuldades de locomoção podem ser percebidas por meio da movimentação mais enrijecida do pet; na dificuldade do animal em levantar após um período sentado, deitado e até em achar uma posição mais confortável. Também é importante identificar se movimentos que antes eram habituais se tornam desafiadores, como pular do sofá, subir ou descer escadas.
Segundo o médico-veterinário da Petlove, a artrite corresponde a um processo inflamatório de uma ou mais articulações e causa dificuldade na mobilidade da articulação acometida pela dor. A inflamação articular causa alterações em todos os componentes de uma articulação, altera a composição do líquido sinovial, responsável pela lubrificação e absorção de impactos, entre outras funções.
Pedro Risolia explica que a doença também promove surgimento de osteófitos, popularmente chamados de “bicos de papagaio”, nas bordas dos ossos, além de agredir a superfície articular, alterando o metabolismo das cartilagens que a compõem.
A inflamação articular pode ser primária ou como consequência de outra doença: séptica (infecção por microrganismos); reumatoide (autoimune com fator genético); imunomediada (formação de complexos antígeno-anticorpo, como na leishmaniose) ou gotosa (formação de cristais de urato — conhecida como “gota”).
As artrites tendem a acometer predominantemente animais mais velhos, mas podem surgir em qualquer momento da vida. Animais com sobrecarga articular, como os cães e gatos obesos, podem ser mais predispostos assim como pets de grande porte.
O diagnóstico da artrite é essencial para garantir o tratamento e a qualidade de vida ao animal. “O diagnóstico é feito por meio de um exame clínico, com base no histórico do paciente. Além disso, podem ser solicitadas uma radiografia e a análise do líquido sinovial. Dependendo do caso, exames complementares também podem ser necessários”, revela o médico-veterinário da Petlove.
Segundo Pedro Risolia, o tratamento de artrites e artroses pode envolver manejo ambiental e alimentar, suplementação, fisioterapia, acupuntura e analgésicos. Neste contexto, identificar o grau da artrose por meio dos exames complementares é o que vai determinar a terapia ideal.
O médico-veterinário alerta que os sinais clínicos da artrite tendem a piorar no inverno. Muitas vezes é nessa época que o diagnóstico acontece. Além disso, se o animal já tem a doença, os cuidados no inverno devem ser intensificados. Alguns animais que não necessitam de medicações podem passar a precisar em dias mais frios. Cobertores, roupinhas e bolsa de água quente podem ser utilizados para amenizar os sintomas.
De acordo com Pedro Risolia, a prevenção da artrite envolve cuidados básicos como uma alimentação balanceada, manejo adequado dos exercícios e controle rigoroso do peso. Animais com predisposição genética para a doença devem ser excluídos de programas de reprodução, a fim de evitar a transmissão hereditária. “À medida que envelhecem, os pets devem receber cuidados específicos para minimizar o risco de desenvolver quadros graves e debilitantes de artrite — e, consequentemente, de artrose”, conclui.
Por Gustavo Mattos
Fonte: Portal EdiCase
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