A Idade Média foi um período de quase 1.000 anos que compreendeu a queda do Império Romano Ocidental (476 d.C.) até a queda de Constantinopla (1453 d.C.). Embora denominado “Idade das Trevas” pelo medo geral e baixo desenvolvimento cultural (doenças, pobreza, violência, poder da igreja), foi uma fase importante pelas invenções, desenvolvimento agrário e renascimento comercial.
Durante o Império Romano, os bárbaros eram os povos que viviam além do império e não falavam latim. Os germânicos, por exemplo, que viviam em torno do rio Reno (Germânia), foram rotulados como bárbaros.
No início, romanos e bárbaros viviam pacificamente (até se casavam). Com a invasão e a destruição de Roma (Império Romano Ocidental), passaram a criar reinos independentes no território romano entre os séculos V e VI. Dividiram-se em anglos, saxões, lombardos, suevos, burgúndios, vândalos, ostrogodos, visigodos e francos.
A Igreja Católica teve grande poder durante a Idade Média. Ela possuía dois terços da terra na Europa. Dirigida pelos papas e bispos, formava enormes feudos por meio de mosteiros e abadias. Também tinha outros importantes papéis:
Depois das Cruzadas, a Igreja, enfraquecida, buscou formas violentas de reagir e dominar por meio da Inquisição: um tribunal religioso que julgava e condenava os hereges (que tinham dogmas ou costumes diferentes ao catolicismo, heresia) a queimarem em fogueiras.
Instituído em 496 d.C. com o rei cristão Clóvis, o Império dos Francos foi de grande duração e teve forte ligação com a Igreja Católica. Ele foi dividido em duas dinastias: Merovíngia e Carolíngia.
Carlos Martel, na Merovíngio, venceu os árabes na Batalha de Poitiers, impedindo a invasão muçulmana na Europa. Carlos Magno, na Carolíngio, foi o rei franco mais famoso e conquistou terras na Europa Ocidental e Oriental.
Carlos Magno, nomeado imperador na cidade de Roma pelo papa Leão III, criou um grupo de fiscais, chamados missi dominici, para fiscalizar os territórios reais. Essa situação provocou a ruralização da Europa e a concentração de poder nas mãos dos senhores da terra posteriormente, determinante para o surgimento do Feudalismo.
O Islamismo é uma religião monoteísta fundada pelo profeta Maomé em 610 d.C. Todos os seus ensinamentos estão concentrados no Alcorão, e os templos são chamados Mesquitas. Essa religião foi muito difundida entre as tribos árabes que viviam desde a Ásia até a África.
Orar cinco vezes ao dia, jejuar, fazer caridade e ir à Meca (cidade santa dos muçulmanos) ao menos uma vez na vida são alguns dos preceitos que o adepto à religião deve seguir. A sua expansão aconteceu após a morte de Maomé (632 d.C.), quando os califas (chefes político-religiosos considerados sucessores de Maomé) coordenaram ataques aos povos politeístas, implantando a nova religião islâmica.
O Império Islâmico durou quase duzentos anos graças à religião e à língua árabe. Declinou a partir do século VIII com a retomada cristã, os desentendimentos políticos com o governo central, a ambição, a rivalidade dos califas e a conquista dos turcos no Oriente Médio.
Após a crise no Ocidente (Roma), a parte Oriental (Constantinopla — hoje Istambul, na Turquia) e seu imperador Constantino mantiveram viva a cultura e as tradições romanas durante muito tempo. O Império Bizantino, ou Império Romano do Oriente, tinha seu caráter urbano (estável e rico), fabricando artigos de luxo, construindo imponentes edifícios públicos e estabilizando sua moeda (ouro bizantino).
A sociedade era uma hierarquia: imperador, nobreza (assessores do rei), aristocracia (comerciantes, banqueiros, grandes proprietários de terra), servos (ligados à terra em que nasciam) e escravos. A sociedade era fortemente dirigida pelo cristianismo — herdado de Roma. A Igreja exercia atividades (rituais) em tudo na vida dos bizantinos: festejos, arquitetura, atividades cotidianas, pinturas e esculturas etc.
O Império Bizantino teve seu auge com o imperador Justiniano, entre 527 e 565 d.C., que reconquistou a maior área da antiga parte Ocidental (Roma). Após a morte do imperador Justiniano, começou o declínio com a alta dos impostos e invasões árabes, até ser tomado pelo sultão Maomé II em 1453.
O feudalismo foi um sistema político-social-econômico em que um proprietário de grande extensão de terra (senhor feudal ou suserano) concedia parte de suas terras a um nobre (vassalo), estabelecendo um vínculo de proteção e servidão. Abaixo dos vassalos, estavam os camponeses (servos) que trabalhavam na unidade de produção (feudo), recebendo em troca moradia e proteção.
Formou-se, assim, a sociedade com papéis definidos:
Bom lembrar que, nesta época, grande parte da população vivia no campo e a Igreja Católica detinha dois terços das terras medievais. O declínio do feudalismo ocorreu com o renascimento comercial e urbano (Baixa Idade Média), motivado principalmente pelas Cruzadas.
As Cruzadas foram movimentos militares da Europa para livrar a Terra Santa e Jerusalém das mãos dos muçulmanos. Os voluntários usavam o artifício da guerra religiosa para fugir da pobreza, buscar aventuras, trabalho ou fortuna que não havia em suas terras. Apesar de não cumprir seu objetivo, provocou intensas mudanças como a reabertura do Mar Mediterrâneo à navegação, o ressurgimento do comércio europeu e a crise do feudalismo.
Fonte: Portal EdiCase
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