As pedras naturais e os materiais sintéticos que as replicam nunca estiveram tão presentes nos interiores contemporâneos. Em bancadas, pisos, painéis ou até mobiliários sob medida, eles aparecem como elementos que imprimem sofisticação, atemporalidade e um toque de natureza aos espaços. No entanto, a escolha certa exige mais do que uma decisão estética, é também uma escolha técnica.
“Antes de pensar apenas no visual, é importante compreender o comportamento de cada tipo de material. Resistência, absorção e manutenção são fatores determinantes para definir a melhor aplicação”, explicam as arquitetas Mirella Fochi e Thais Bontempi, do Conetarq, escritório especializado em projetos residenciais.
Entre os materiais naturais, o mármore, o granito e o quartzito seguem como os mais usados. O mármore é uma pedra com veios marcantes, valorizada por seu apelo clássico, porém tende a ser mais porosa e sensível a ácidos, sendo indicada principalmente para áreas secas. Já o granito e o quartzito oferecem maior resistência e menor absorção, podendo ser usados com segurança em cozinhas, banheiros e áreas externas.
“Hoje o quartzito brasileiro é um dos mais procurados, pedras como Taj Mahal, Mont Blanc e Perla Santana são extremamente resistentes e têm uma beleza única, com veios orgânicos que se encaixam em diversos estilos”, observa Mirella Fochi.
Entre os sintéticos, o quartzo industrializado (como Silestone) e as superfícies ultracompactas como o Dekton se destacam. “Esses materiais oferecem uniformidade estética, alta durabilidade e baixa porosidade — são ótimos para quem quer praticidade com visual elegante”, resume Thais Bontempi.
Além dos quartzitos nacionais, o mármore travertino voltou a ocupar espaço nos interiores contemporâneos, agora em acabamentos mais naturais, como o levigado ou o bruto. Já o mármore preto, como o Nero Marquina, ou o granito São Gabriel escovado, aparecem em projetos que buscam sofisticação com personalidade.
Entre os industrializados, a tendência é apostar em tons neutros e texturas mate, que imitam a pedra natural sem o brilho polido tradicional. A superfície acetinada traz aconchego visual e combina bem com madeira, linho e metais foscos.
Na hora de definir o uso, as arquitetas orientam: em cozinhas, priorizar materiais com baixa absorção e alta resistência; em lavabos ou painéis decorativos, é possível ousar mais. Já nos pisos, a atenção deve estar na textura e no acabamento antiderrapante, especialmente em áreas externas ou molhadas.
As pedras também podem ser o ponto focal de um ambiente ou atuar como base neutra, dependendo da proposta. Quando a pedra tem muita personalidade, como o quartzito Emerald Green ou um mármore com veios intensos, vale deixar que ela lidere a narrativa visual.
As pedras naturais exigem cuidados específicos, como impermeabilização periódica e uso de produtos neutros. Já os sintéticos são mais práticos, mas também merecem atenção: evitar abrasivos e superfícies muito quentes é fundamental para preservar seu acabamento.
Abaixo, confira os principais prós e contras da utilização de pedras naturais e sintéticas!
Prós
Contras
Prós
Contras
A pedra carrega uma simbologia de permanência, ancestralidade e conexão com a natureza. Incorporá-la aos projetos é imprimir no espaço uma narrativa sólida, que atravessa modismos e valoriza a matéria-prima em sua essência. Escolher bem vai além de uma questão de gosto, mas de propósito e estilo.
Por Taís Lopes
Fonte: Portal EdiCase
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