Dormir bem é fundamental para manter o equilíbrio da saúde física e mental. No entanto, nem sempre o descanso noturno é realmente reparador. Entre os fatores que interferem na qualidade do sono, a respiração se destaca como um dos mais comuns. Problemas respiratórios, como ronco e apneia do sono, podem interromper o repouso e impedir que o corpo recupere suas energias adequadamente.
“Um terço dos adultos têm problemas de sonos relacionados à respiração. Quando há ronco, pausas para respirar ou até aquele esforço maior para puxar o ar à noite, isso é um sinal claro de que o corpo não está descansando como deveria”, explica o otorrinolaringologista Dr. Paulo Reis, especialista em Medicina do Sono e coordenador científico do grupo Bonviv Brasil.
Entre os principais distúrbios respiratórios do sono, está a apneia obstrutiva. “A pessoa não consegue chegar ao descanso profundo e acorda várias vezes sem perceber. No dia seguinte, vem o cansaço, a dificuldade de se concentrar e até irritação. É como carregar o celular com um carregador ruim e acordar com a bateria pela metade”, afirma o médico.
O impacto, no entanto, vai muito além do cansaço. A American Academy of Sleep Medicine (AASM) aponta que pessoas com apneia não tratada têm até o dobro do risco de desenvolver hipertensão e 30% mais chances de sofrer eventos cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
“Quando o sono é interrompido várias vezes, o corpo não consegue fazer reparos importantes, nem organizar a memória ou equilibrar os hormônios. Com o tempo, isso enfraquece a saúde como um todo e abre espaço para problemas mais sérios, como pressão alta e doenças do coração”, alerta o Dr. Paulo Reis.
Um dos sinais de alerta mais comuns de que o sono não está normal é o ronco frequente, muitas vezes negligenciado. “O ronco não é só um barulho chato que incomoda quem dorme do lado. Muitas vezes ele é um aviso de que as vias respiratórias estão obstruídas. O ronco por si só já é um indicativo de que é importante investigar como está o sono”, destaca o médico.
O diagnóstico da apneia obstrutiva do sono é feito por meio da polissonografia, exame que avalia a respiração e a qualidade do sono durante a noite, além da profundidade, da posição em que ocorrem os problemas e do ritmo cardíaco. O mais importante é entender a individualidade e particularidade de cada pessoa.
“Com o resultado, conseguimos indicar o tratamento certo para cada pessoa, como mudanças de estilo de vida, perda de peso, uso de dispositivos para desobstruir as vias aéreas, laser para aumentar o tônus das estruturas da garganta e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas. O mais importante é entender que dormir mal não é normal. Se o cansaço não passa, se o ronco é frequente ou se a sonolência atrapalha o dia a dia, é hora de procurar um médico do sono”, finaliza o Dr. Paulo Reis.
Por Maria Claudia Amoroso
Fonte: Portal EdiCase
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