Em 1º de setembro é celebrado o Dia do Endocrinologista, uma data dedicada a valorizar a atuação desse profissional da saúde. A endocrinologia é considerada uma das especialidades médicas mais relevantes na atualidade, já que trata de doenças e condições relacionadas aos hormônios e ao metabolismo.
Com o aumento de casos dessas enfermidades e sua relação direta com a qualidade de vida da população, o trabalho do endocrinologista se mostra cada vez mais essencial na promoção da saúde e na prevenção de complicações.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), muitos brasileiros convivem com doenças de origem hormonal, como diabetes, obesidade e disfunções da tireoide. Essas condições, quando não tratadas precocemente, podem evoluir para doenças crônicas graves.
No caso do diabetes, por exemplo, o Brasil soma hoje cerca de 16,6 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos com a doença, representando um aumento de mais de 400% desde o ano 2000, de acordo com o Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Além disso, há aproximadamente 111 mil mortes registradas apenas em 2024.
Para a coordenadora de endocrinologia da Afya Educação Médica Brasília, Luciana Corrêa, o papel do endocrinologista vai muito além de tratar doenças já instaladas. Ele é responsável por manter o equilíbrio hormonal, que é essencial para o bom funcionamento do organismo e para a prevenção de complicações de longo prazo.
A atuação desse profissional abrange todas as fases da vida, desde distúrbios de crescimento e puberdade na infância até questões da vida adulta, como controle do peso, composição corporal, massa muscular e disfunções da tireoide, além de condições como infertilidade, diabetes tipo 1 e 2 e obesidade.
No envelhecimento, o endocrinologista tem papel central no cuidado com osteoporose, menopausa e andropausa, sempre com foco a prevenção e a promoção do bem-estar. “Trabalhamos com mudanças de estilo de vida e, quando necessário, com o uso de medicações para evitar o desenvolvimento de doenças crônicas, como é o caso do diabetes tipo 2. O objetivo é garantir uma vida mais longa e com qualidade”, afirma Luciana Corrêa.
O interesse crescente pela endocrinologia reflete também mudanças de percepção da sociedade. A compreensão mais ampla sobre a função dos hormônios, a quebra de tabus em torno da terapia hormonal na menopausa e a valorização da saúde preventiva ampliaram a procura pela especialidade.
“Hoje entendemos que manter os hormônios equilibrados faz parte não apenas da prevenção, mas também do tratamento de doenças. A qualidade de vida melhora significativamente porque os hormônios são fundamentais em todas as funções do corpo, contemplando desde a energia celular até a saúde muscular e, ainda, o bem-estar durante a menopausa”, destaca a endocrinologista da Afya Brasília.
Avanços como o mapeamento genético, o uso de inteligência artificial em diagnósticos e a personalização dos tratamentos tornam a prática cada vez mais precisa. “O protagonista da consulta é o paciente. O endocrinologista busca compreender a história de vida, o contexto e o momento em que ocorreu o desajuste hormonal. A tecnologia vem para somar, oferecendo diagnósticos mais específicos e assertivos”, conclui Luciana Corrêa.
Por Beatriz Felício
Fonte: Portal EdiCase
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