veja 5 novidades que cientistas desvendaram em estudo inédito


Por Redação, O Estado de S. Paulo – 15/05/2025 22:19

Liderado pela Universidade de São Paulo (USP), o mais completo estudo sobre o mapa genético brasileiro foi publicado esta semana na revista Science. A pesquisa analisou os genomas completos de 2.723 pessoas como parte do projeto DNA do Brasil, e inclui indivíduos de comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas das cinco regiões geográficas do País. Como resultado, os cientistas conseguiram reunir a maior base genética da população brasileira já organizada até hoje.

Veja cinco novidades que o estudo traz sobre o genoma brasileiro:

Um dos países mais miscigenados do mundo

A pesquisa revela mais de oito milhões de variantes genéticas desconhecidas até hoje. A maior parte da amostra estudada apresenta cerca de 60% de ancestralidade europeia, 27% africana e 13% nativa. As maiores porcentagens de ancestralidade africana estão no Norte e no Nordeste, enquanto as europeias se concentram no Sul e no Sudeste.

Combinações de genomas africanos no Brasil que não existem nem na África

Segundo a geneticista Lygia da Veiga Pereira, uma das líderes do estudo, foram encontradas combinações de genomas africanos que não são encontradas nem mesmo na África. “Os povos geograficamente distantes retirados à força da África se encontraram aqui e se misturaram”, disse a pesquisadora.

Acasalamentos eram mais assimétricos e passaram a ser mais seletivos

A pesquisa revela também a ocorrência de acasalamentos assimétricos sistemáticos nos primeiros séculos do Brasil (séculos 16 a 18), sobretudo entre homens colonos europeus com mulheres indígenas africanas. A partir disso, os casamentos passaram a acontecer dentro dos próprios grupos étnicos, isto é, passaram a ser mais seletivos, segundo os pesquisadores.

Variantes genéticas potencialmente patogênicas

A equipe identificou também variantes genéticas potencialmente patogênicas em 450 genes ligados a doenças cardíacas e obesidade, além de 815 genes relacionados a doenças infecciosas, como malária, hepatite, gripe, tuberculose e leishmaniose. Mais estudos serão necessários para determinar o papel e a influência de cada um desses genes.

Genes da fertilidade

O estudo identifica também variantes genéticas que favorecem a fertilidade, além de genes ligados à resposta imunológica do organismo e ao sistema metabólico, que teriam sido favorecidos pela seleção natural ao longo de 500 anos de miscigenação.

“Os processos de seleção natural do genoma costumam ocorrer ao longo de milhares de anos, mas na população brasileira observamos um processo mais recente e muito mais curto”, descreve o pesquisador David Comas, do Instituto de Biologia Evolutiva (IBE) de Barcelona, que colaborou com a pesquisa da USP.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Como consultar pontos na CNH em 2026: veja passo a passo online

Motoristas podem consultar os pontos da CNH pela internet de forma rápida e gratuita. A…

5 segundos ago

Corra, e faça logo a sua! Inscrições para sorteio de março da Nota Fiscal Goiana terminam neste domingo – Portal Goiás

Sorteio será realizado no dia 26, na sede da Secretaria da Economia, e distribuirá 158…

33 minutos ago

Edição especial! Goiás Social Mulher em Goiânia tem serviços e benefícios – Portal Goiás

Edição especial dedicada às mulheres oferece serviços gratuitos de saúde, qualificação profissional, oferta de empregos…

35 minutos ago

Movimento Reciclar inscreve voluntários para o MotoGP

O Movimento Reciclar abre inscrições para voluntários interessados em atuar como agentes ambientais durante o…

46 minutos ago

Rayssa, João Fonseca, Yago Dora e Gabriel Araújo concorrem ao Laureus

Os atletas brasileiros Rayssa Leal (skate), Yago Dora (surfe), João Fonseca (tênis) e Gabriel Araújo,…

59 minutos ago

Recapeamento de 1 milhão de metros quadrados em Goianésia é antecipado com estiagem

A Prefeitura de Goianésia antecipou o início do programa de recapeamento que prevê a recuperação…

1 hora ago

This website uses cookies.