Vacherot e Rinderknech surpreendem favoritos e farão final em família no Masters de Xangai


Em uma semana de conto de fadas, Valentin Vacherot conquistou a maior vitória de sua carreira ao derrotar Novak Djokovic por 2 sets a 0, por 6/3 e 6/4, neste sábado, para chegar à final do Masters de Xangai. A festa será em família, já que o tenista de Mônaco, 204º do ranking da ATP, enfrentará o primo Arthur Rinderknech, neste domingo. Ambos buscam um título inédito em torneio da ATP.

Rinderknech, número 54 do mundo, sofreu na quadra dura chinesa em um confronto equilibrado, mas derrotou Daniil Medvedev, 18º no ranking e 16º cabeça de chave do torneio, por 2 sets a 1, parciais de 4/6, 6/2 e 6/4. Após a partida, Vacherot foi chamado à quadra para dar um abraço no primo. A decisão inédita em Xangai será às 5h30 (horário de Brasília) deste domingo.

“Nem nos melhores sonhos poderia sonhar com isso, ninguém na família jamais sonhou com isso”, disse Rinderknech. “A partir das quartas começamos a pensar que talvez pudéssemos chegar, passamos a acreditar jogo a jogo e aqui estamos. Saímos do nada, passamos por muitas coisas e chegamos aqui. É incrível.”

Vacherot, por sua vez, tornou-se o finalista com a classificação mais baixa da história do ATP Masters 1000, criado em 1990, superando o romeno Andrei Pavel, 191º do mundo quando chegou à final do Masters de Paris de 2003 – foi derrotado por Tim Henman. O monegasco subirá pelo menos para 58ª posição na próxima lista, enquanto o primo francês deverá aparecer em 28º.

Esta será a primeira final de Vacherot em um torneio de ATP, que premia uma campanha com triunfos sobre estrelas como Djokovic, Holger Rune e Tallon Griekspoor, algoz de Jannik Sinner, número 2 do mundo, no torneio. “Isso é real? Não sei”, afirmou Vacherot, de 26 anos, momentos após derrotar o sérvio – dono de 24 títulos de Grand Slam. “Ter Novak do outro lado da quadra foi, antes de tudo, uma experiência inacreditável para mim.”

Djokovic, de 38 anos, teve seu jogo prejudicado durante toda a partida por uma dor no quadril, assim como o dinamarquês Holger Rune nas semifinais. O sérvio pediu tempo médico após ficar atrás no placar por 4 a 3 no primeiro set e conquistou apenas um ponto nos dois games seguintes.

O tetracampeão do torneio chinês, porém, rejeitou justificar o revés pelos problemas físicos. “Tudo gira em torno dele”, disse Djokovic. “Desejo a ele tudo de bom na final, e o melhor jogador venceu hoje. Vista as eliminatórias, é uma história incrível. Sua atitude é muito boa e seu jogo também”, acrescentou Djokovic.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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