Ucrânia diz ter atingido base aérea da Rússia e ter sido alvo de mais de 300 drones russos


A Ucrânia afirmou que atingiu uma base aérea russa neste sábado, 5, e que a Rússia continuou a bombardear o território ucraniano com centenas de drones, como parte de uma campanha de bombardeio intensificada que frustra esperanças de um avanço nos esforços para acabar com a guerra, que já dura mais de três anos.

O Estado-Maior da Ucrânia disse que as forças ucranianas atingiram a base aérea de Borisoglebsk, na região de Voronezh, descrevendo-a como a base de aviões de combate russos. Em uma publicação no Facebook, o Estado-Maior afirmou que atingiu um depósito de bombas, uma aeronave de treinamento e “possivelmente outras aeronaves”. Oficiais russos não comentaram imediatamente sobre o ataque.

Esse tipo de ataque a bases aéreas visa prejudicar a capacidade militar da Rússia e demonstrar a capacidade da Ucrânia de atingir alvos de alto valor. No mês passado, a Ucrânia afirmou ter destruído mais de 40 aviões russos estacionados em vários aeródromos no interior do Rússia, em um ataque surpresa com drones.

A força aérea da Ucrânia também informou que a Rússia disparou 322 drones contra o país na madrugada de sábado. Destes, 157 foram abatidos e 135 foram perdidos, provavelmente tendo sido bloqueados eletronicamente. A região ocidental de Khmelnytskyi, na Ucrânia, foi o principal alvo do ataque.

A Rússia tem intensificado os ataques de longo alcance na Ucrânia. Ondas de drones e mísseis visaram Kiev durante a noite de sexta-feira, no maior ataque aéreo desde que começou a invasão da Ucrânia pela Rússia. No sábado, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que duas pessoas morreram e 31 ficaram feridas.

A nova onda de ataques ocorreu após o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ter dito na sexta-feira que teve uma “conversa telefônica muito importante e produtiva” com o presidente dos EUA, Donald Trump. Os dois líderes discutiram como as defesas aéreas ucranianas poderiam ser fortalecidas, a possível produção conjunta de armas entre os EUA e a Ucrânia, e os esforços mais amplos liderados pelos EUA para acabar com a guerra com a Rússia, de acordo com um comunicado de Zelensky.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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