Tudo ou nunca mais, Cazuza Exagerado mostra sua cara


“Vida intensa, vida breve”, bradou Cazuza nos últimos anos de vida, e não por acaso os mais intensos de sua carreira. O cantor morreu com apenas 32 anos, no dia 7 de julho de 1990, e não pôde comprovar que também estava certo quando disse que via “o futuro repetir o passado”.

E 35 anos depois de sua morte, seus versos, que imploram que o Brasil mostre a sua cara, estão de volta ao horário nobre, na abertura de Vale Tudo, e ele ganha uma exposição que leva fãs e curiosos a conhecerem sua infância, juventude, carreira e luta contra a aids.

Cazuza Exagerado ocupa 1.200 m², divididos em nove salas, no topo do Shopping Leblon, bairro da zona sul carioca onde ele morou. A curadoria ficou a cargo do escritor e jornalista Ramon Nunes Mello e foi aprovada por Lucinha Araújo, mãe de Cazuza – e de Agenor de Miranda Araújo Neto, como mostra a primeira sala da mostra, que exibe sua certidão de nascimento, boletins escolares, fotos da época de menino e até a roupinha de batismo do ídolo.

Mas esse museu construído em sua homenagem também traz grandes novidades, como ele mesmo diria. A exposição resgata seu passado, claro, com itens de acervo pessoal como a máquina de escrever na qual transcrevia suas letras, manuscritos originais e até a camiseta usada na turnê do primeiro álbum solo, Exagerado, que está completando 40 anos em 2025 e não por acaso dá nome ao evento.

A inovação se faz presente por conta das experiências imersivas e interativas em ambientes que recriam lugares marcantes da vida de Cazuza. Entre eles estão a Pizzaria Guanabara, também localizada no Leblon, onde era comum o cantor varar a madrugada com os amigos, e o Cassino do Chacrinha, programa de auditório no qual apresentou músicas como O Nosso Amor a Gente Inventa e Ideologia.

Réplica

A entrada do público é dividida por horários. Assim, é possível curtir com calma a icônica apresentação do Barão Vermelho no Rock in Rio 1985, disponível em telão; ouvir as canções do poeta e suas entrevistas; passear por Ipanema com “Caju”, como era chamado pelos mais próximos, e seus amigos; e finalizar o passeio no Canecão. Depois de passar pelo camarim, réplica do original da época, o visitante se depara com o próprio Cazuza em forma de holograma cantando os sucessos O Tempo Não Para e Codinome beija-flor.

Mas a emoção não acaba por aí. Na última sala, a estrela é o poema Cineac Trianon, escrito por ele em 1989 e só publicado no ano passado, no livro póstumo Meu Lance É Poesia. Nos alto-falantes, as vozes de Daniel de Oliveira, Emílio Dantas e Jullio Reis, que interpretaram Cazuza na ficção, declamam seus versos. Quem já foi, concorda: o poeta não morreu. Ele continua a brilhar, apesar de não estar mais por aqui.

Cazuza Exagerado

Onde: Shopping Leblon. Av. Afrânio de Melo Franco, 290, Rio.

Quando: 2ª/sáb., 10h/22h; dom. e feriados, 13h/21h.

Quanto: R$ 50/R$ 100



Por:Estadão Conteúdo

Estadão

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