Toyota retomará produção em Sorocaba e Indaiatuba após tempestade; 700 pessoas estão em lay-off


Menos de duas semanas após a forte tempestade que destruiu dois terços do telhado e danificou máquinas da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), o presidente da empresa no Brasil, Evandro Maggio, anunciou a retomada da produção de veículos nas unidades de Sorocaba e Indaiatuba, também no interior paulista.

Nessas plantas, que tiveram suas atividades paralisadas também após vendaval que atingiu a fábrica de Porto Feliz, são fabricados o sedã Corolla, o SUV Corolla Cross e o hatch Yaris, este último produzido exclusivamente para exportação.

Com a interrupção do fornecimento de motores, os empregados dessas unidades entraram em férias emergenciais até o dia 20 de outubro. Na sexta-feira, 3, Maggio confirmou a volta desses colaboradores ao trabalho em 22 de outubro.

Segundo ele, as linhas de produção das duas plantas serão reativadas no dia 3 de novembro. Porém, de forma gradual. Inicialmente, voltarão a ser feitas apenas as versões híbridas da linha Corolla. Ou seja, as opções que utilizam conjunto propulsor importado do Japão e, portanto, não tiveram a oferta prejudicada.

Toyota ainda calcula prejuízos

Para Porto Feliz, não há prazo para a volta da produção. Assim, a prioridade, conforme o presidente da Toyota, é a remoção dos equipamentos para uma área próxima. O objetivo é avaliar o estado das máquinas, fazer eventuais reparos, e eventualmente, enviá-las para outras plantas.

“Os trabalhos de avaliação de danos estão em andamento”, afirma Maggio.

Assim, segundo ele, ainda não é possível saber o valor dos prejuízos. “A boa notícia é que não houve nenhuma vítima fatal. “Infelizmente, 18 pessoas ficaram feridas, mas todas estão se recuperando.”

Dos cerca de 800 colabores da planta, 100 atuam em áreas administrativas e deverão voltar ao trabalho em breve. Porém, 700 pessoas das divisões de produção vão entrar em lay-off. Ou seja, quando o contrato de trabalho é suspenso temporariamente.

Inaugurada em 2016, a primeira fábrica de motores da Toyota na América Latina concentra as três etapas principais de processos fabris. Ou seja, fundição, usinagem e montagem. O complexo também tem uma área de laboratório, na qual é possível realizar testes de bancada.

Picape Hilux e SUV SW4 não foram afetados

Vale dizer que a volta da produção dos veículos com motores a combustão deverá ocorrer apenas em janeiro de 2026, conforme o presidente da Toyota. De acordo com ele, a meta é voltar ao nível atual até fevereiro.

Atualmente, além do Corolla, a Toyota vende no País as linhas Hilux (picape) e Hilux SW4 (SUV), bem como a Hiace (vans e furgões) – todas são feitas na fábrica da empresa em Zárate, na Argentina. Por sua vez, o SUV RAV4, nas versões híbrida e híbrida plug-in (com baterias que podem ser recarregadas em tomadas) vem do Japão.

De modo a tranquilizar a rede de concessionárias, que já está sendo afetada pelo desabastecimento de produtos, Maggio diz que há uma oportunidade para ampliar a oferta de serviços. “Também estamos orientando os times a focar as outras linhas de produtos, como Hilux e Hiace.

Seja como for, são modelos bem mais caros que o Corolla, que parte de R$ 171.590. Com a paralisação da produção, a marca também adiou o lançamento do Yaris Cross, que estava programado para o fim de outubro. O SUV inédito é considerado o mais importante lançamento da empresa no País nos últimos anos.

Desativação da planta de Indaiatuba

De acordo com Maggio, o processo de desativação da planta de Indaiatuba está mantido. Do plano faz parte a inauguração da chamada “Sorocaba 2”, no segundo semestre de 2026. Assim, a nova unidade receberá a linha de produção do Corolla. Seja como for, o executivo afirma que o apoio da matriz da Toyota, no Japão, está sendo fundamental tanto para a manutenção do planejamento atual quanto para o enfrentamento da crise.

Ele destaca também as manifestações de solidariedade recebidas pela companhia. “Foram várias mensagens de governos, autoridades, associações, sindicatos, montadoras, fornecedores, distribuidores, concessionários, parceiros, colaboradores e da sociedade”, diz.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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