Tesouro revisa PAF 2025, com alta no estoque da DPF para intervalo de R$ 8,5 tri a R$ 8,8 tri


O Tesouro Nacional anunciou, nesta terça-feira, 30, uma revisão no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025. Os limites para o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) foram elevados para o intervalo de R$ 8,50 trilhões a R$ 8,80 trilhões. Na versão original, eram de R$ 8,10 trilhões a R$ 8,50 trilhões.

“Os novos limites para o estoque do PAF 2025 possibilitam manter a estratégia adequada às condições de mercado, sem trazer pressão para a formação dos preços dos títulos no último quadrimestre, contribuindo, assim, para o bom funcionamento do mercado”, diz o Tesouro, em nota.

Segundo o órgão, as revisões refletem maiores emissões, devido a um ambiente de “maior demanda por títulos públicos federais”. O Tesouro diz que, a partir do início deste ano, viu uma janela de oportunidade para emissões, por causa da queda dos juros futuros nas partes intermediária e longa da curva.

Os outros parâmetros do PAF foram mantidos, sem revisão na composição da DPF. Os títulos atrelados à taxa Selic continuam compondo a maior parte da dívida, com 48% a 52%. Em seguida, aparecem os títulos vinculados a índices de preços (24% a 28%), os prefixados (19% a 23%) e, por fim, os papéis ligados ao câmbio (3% a 7%).

Segundo o Tesouro, as emissões de títulos no mercado doméstico têm apresentado maior diversificação por indicadores em 2025. Até setembro, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), atreladas à Selic, eram 39% das emissões, ante 65% em 2024. Os prefixados respondiam por cerca de 40% das emissões, e as Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), atreladas ao IPCA, atingiram 21%.

“A composição das emissões recentes se aproxima do padrão histórico, com maior peso de títulos prefixados e indexados à inflação em relação a 2024, resultando em um perfil mais balanceado, semelhante ao observado em 2022 e 2023”, diz o Tesouro.

A estrutura de vencimento também não sofreu revisões. O estoque vincendo nos próximos 12 meses permaneceu no intervalo entre 16% e 20% da DPF. O prazo médio da dívida continuou em 3,8 a 4,2 anos.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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