Vanderlei Luxemburgo participou do programa “De jogador para jogador”, apresentado pelo ex-atacante Müller, e fez declarações contundentes sobre Neymar e o futuro da seleção brasileira. O técnico, que possui vasta experiência no futebol nacional e já trabalhou com diversos talentos, fez uma análise crítica sobre a estrutura do futebol brasileiro e o papel de Neymar como potencial protagonista em uma Copa do Mundo.

“Não vejo o Brasil ganhando se não mudar a estrutura do futebol brasileiro. Tínhamos Cafu, Roberto Carlos, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo. Esses cinco jogadores decidiram a Copa do Mundo. Quem hoje pode decidir? O único que poderia ajudar seria o Neymar, desde que ele coloque na cabeça que é um jogador de nível de Copa do Mundo. Se não colocar, não adianta”, afirmou Luxemburgo. A declaração evidencia a preocupação do treinador com a maturidade e a postura do atacante em momentos decisivos.

Luxemburgo destacou o talento individual de Neymar, mas criticou sua reação a cobranças externas. “Com 50%, ele joga mais do que qualquer um que está ali. Neymar tem um ego muito maior do que ele. O Santos foi o time do Pelé, a torcida vaiou o Pelé, cobrou. E o Neymar não aceita ser cobrado por ninguém, porque o ego dele é maior. A reação que ele tem é de agredir e atacar quem fala que não é um jogador de qualidade. Ele pode receber críticas e tem que transformar isso em algo positivo para ele.”

O treinador também traçou paralelos históricos para justificar sua visão. “Ele com 50% jogaria a Copa do Mundo. Pelé só foi ser o Pelé em 1970. Em 1958 e 1962, quem ganhou a Copa foi o Garrincha. Quanto mais maduro, melhor. Basta ele querer. Agora, ele é milionário, acha que está acima do bem e do mal e não aceita crítica”, complementou, reforçando que a genialidade de Neymar precisa vir acompanhada de disciplina e foco em momentos-chave.

Em relação à posição em campo, Luxemburgo sugeriu que Neymar deve atuar mais próximo da área, em papel semelhante ao de Tostão na Copa de 1970. “Neymar não pode jogar mais onde jogou. Tem que ser próximo da área, porque ninguém vai tocar a porrada nele. Se jogar perto da área e tiver paciência para se movimentar atrás dos volantes, quando pegar a bola será decisivo”, explicou, antes de completar.

“Eu teria uma conversa com o pai do Neymar e ele junto: vocês querem disputar uma Copa? Eu vou convocar, mas a regra é essa aqui. Esquece o que tem de dinheiro, de conquista, que você é o melhor. Quer ir comigo? Vai junto. E colocaria como atacante solto.”

O comentário chega em momento de expectativa para a seleção brasileira. No próximo dia 25, Carlo Ancelotti anunciará os 23 convocados para os jogos finais das eliminatórias da Copa do Mundo, contra Chile e Bolívia. Neymar, que não atua pela seleção desde outubro de 2023 devido a lesões no joelho, está entre os 50 nomes presentes na pré-lista entregue à Fifa.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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