Um homem suspeito de matar um general russo com uma bomba se declarou culpado de acusações de terrorismo e disse que foi pago pelo Serviço de Segurança da Ucrânia, informaram as autoridades russas neste domingo, 27.
O Comitê Investigativo disse que Ignat Kuzin admitiu ter sido pago para matar o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior das forças armadas russas.
Moskalik foi morto na sexta-feira, 25, por uma bomba em seu carro em Balashikha, nos arredores de Moscou.
As autoridades ucranianas não comentaram o ataque, o segundo em quatro meses que teve como alvo um alto oficial militar russo e que Moscou atribuiu à Ucrânia em meio ao conflito entre os países vizinhos.
O tenente-general Igor Kirillov foi morto em 17 de dezembro de 2024, quando uma bomba escondida em uma scooter elétrica estacionada do lado de fora de seu prédio explodiu no momento em que ele saía para seu escritório. A agência de segurança da Ucrânia reconheceu que estava por trás do ataque.
Kirillov era o chefe das Forças de Proteção contra Radiação, Biologia e Química da Rússia, as tropas especiais encarregadas de proteger os militares do uso de armas nucleares, químicas ou biológicas pelo inimigo e garantir operações em um ambiente contaminado.
O assistente de Kirillov também morreu no ataque. Kirillov estava sob sanções de vários países, incluindo o Reino Unido e o Canadá, por suas ações nos combates na Ucrânia.
Por: Estadão Conteúdo
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