Nesta quarta-feira, 18, Luan Vinicius Gomes de Oliveira, e Marco Túlio Batista Fernandes, o Tulinho, acusados de um duplo homicídio em 2015 no Feirão do Bairro Nova Aurora, quando morreram, Roberto Rodrigues de 27anos, e João Damasceno de 31anos, foram a júri popular e juntos pegaram quase 80 anos de prisão. Na ocasião, outras duas pessoas foram alvejadas por disparos, e a dupla também foi julgada pela dupla tentativa de homicídio e porte de arma de fogo.

Após mais de 12 horas de júri, os jurados puderam ouvir a tese defendida pelo Ministério Público, representado pelo promotor de justiça Luciano Miranda, e dos advogados de defesa dos acusados. Ao final, Luan Vinicius recebeu a condenação de 38 anos reclusão, e Marco Túlio foi condenado há 40 anos, quatro meses e 20 dias de prisão.

“A Polícia Civil trabalha não apenas para dar uma resposta à sociedade, mas para dar elementos para a condenação. Em quantidade de vítimas, nos últimos cinco anos, o maior [crime contra a vida] que teve em Goianésia”, esclareceu Marco Antônio Maia, ex-delegado geral de Goianésia e que atuou no caso.

Já o promotor de justiça Luciano Miranda explicou que os acusados acabaram matando as pessoas erradas.

“Como consta, havia uma desavença de uma das vítimas [a qual não morreu] com o Luan e com o Tulinho. Por conta disto eles tentaram alvejar primeiro esta vítima com o qual tinha rixa, mas também depois apontaram a arma e disparam contra os demais, sendo que, os dois que faleceram não tinha qualquer tipo de inimizade com os dois acusados. Uma delas foi morta com um tiro na cabeça, pelas costas, e a outra foi atingida três vezes pelas costas. Todos eles foram condenados por todos os crimes, dois crimes de homicídios consumados, com três qualificadoras, sendo, motivo torpe, disparar [arma de fogo] em local que poderia atingir outras pessoas ou causar perigo comum, e também o meio que dificultou a defesa das vítimas. Então foram dois homicídios consumados com três qualificadoras, e dois homicídios tentados, também com três qualificadoras, e, além disso, cada um deles também foi condenado por crime de porte ilegal de arma de fogo”.

Como os acusados já se encontravam presos, eles seguem cumprindo pena no Presídio de Goianésia.