Segunda fase dos vestibulares: 7 dicas para garantir um bom desempenho



Com a proximidade das datas de aplicação das segundas fases dos principais vestibulares do país, é fundamental, na reta final, ter uma estratégia alinhada de acordo com seus objetivos. Sendo assim, é importante estar seguro e preparado para os próximos desafios — especialmente nas provas dissertativas e na redação da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), porta de acesso para uma das faculdades mais almejadas do Brasil: a Universidade de São Paulo (USP).

A seguir, confira dicas essenciais para se preparar para a segunda fase dos vestibulares!

1. Mantenha o equilíbrio entre estudo e descanso

Jonas Sousa, assessor pedagógico da plataforma Amplia, destaca que a falta de planejamento, combinada com a ânsia de reter o máximo de conteúdo possível, pode ser um problema para o vestibulando, que tende a estender o tempo de estudo, sem considerar as necessidades do próprio corpo, além de considerar pausas como algo supérfluo. Por isso, ele recomenda:

  • Rever o planejamento após a primeira fase do vestibular;
  • Agendar pausas ativas;
  • Praticar hobbies que ajudem a reduzir o estresse acumulado;
  • Priorizar os momentos de pausa como obrigatórios;
  • Evitar estímulos que geram fadiga cognitiva como forma de descanso.

2. Atente-se aos detalhes da prova

Para a segunda fase dos vestibulares, além do domínio dos possíveis conteúdos, é importante ater-se a aspectos como o formato da prova, sua organização, nível de compreensão e seu critério mais rigoroso de aplicação, como explica Clayton Silva Santos, professor de física do Anglo Alante São José dos Campos.

A professora de geografia do Anglo Alante Paulínia, Rebecca Rodrigues, menciona dicas simples, mas que podem fazer toda a diferença: “Leia cada questão com máxima atenção. Muitas vezes, o entendimento preciso do enunciado já resolve parte do problema. Identifique o comando da questão e responda exatamente ao que é solicitado. Evite ‘enfeitar’ a resposta – seja direto, claro e objetivo. Capriche na letra. O corretor analisará muitas provas em pouco tempo, desta maneira uma letra clara pode facilitar a correção e evitar prejuízos desnecessários”.

3. Seja objetivo nas respostas dissertativas

De acordo com Joice Oliveira, diretora pedagógica e de conteúdos digitais do Multiverso das Letras, as respostas das perguntas dissertativas na segunda fase dos vestibulares precisam ser completas e coerentes. Além disso, é fundamental ter precisão e objetividade. Por isso, de acordo com a especialista, é preciso considerar o enunciado como um aliado no momento da resolução.

“Escrever esboços é útil para estruturar o pensamento rapidamente, organizar os tópicos pedidos e garantir que nenhum item do comando seja esquecido. Fazer respostas completas ajuda o estudante a treinar a clareza, a coesão, o tempo e a organização interna do próprio raciocínio”, afirma.

Segundo ela, analisar modelos de respostas também é valioso, especialmente quando trazem comentários da banca, como ocorre no vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que apresenta as provas comentadas com objetivo da questão, resposta esperada, desempenho dos candidatos e comentários gerais de cada questão.

4. Domine os comandos das questões

O diretor-geral do Curso Anglo, Viktor Lemos, destaca que identificar os comandos das questões é sempre uma estratégia recomendada para a resolução. Segundo ele, a interpretação da questão começa pela atenção aos pontos ‘explique’, ‘compare’, ‘justifique’, ‘analise’, pois definem o formato de resposta esperada do candidato.

“Sublinhar palavras-chave, destacar os limites da questão (tempo histórico, autor, conceito, fenômeno) e montar um miniesquema antes de escrever, são estratégias que também podem evitar respostas genéricas ou fora do foco”, orienta.

O Pensamento Computacional é uma abordagem lógica e estruturada que ajuda a resolver problemas de forma eficiente (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)

5. Aplique o pensamento computacional para resolver questões dissertativas

De acordo com o assessor pedagógico da Mind Makers, Victor Haony, em uma prova dissertativa, a ideia proposta é estruturar o raciocínio, organizando as ideias com uma sequência lógica e fundamentar a resposta, ampliando o poder de argumentação.

Assim, alguns dos pilares do Pensamento Computacional — abordagem lógica e estruturada para resolver problemas de forma eficiente, utilizando conceitos e estratégias inspirados na computação, podem auxiliar nesse momento. “O uso efetivo de decomposição, abstração, reconhecimento de padrões e construção de um algoritmo, simplifica qualquer problema a ser resolvido, inclusive questões do vestibular”, explica.

6. Se for prestar a Fuvest, saiba o que esperar de cada área do conhecimento

A prova da Fuvest, especialmente a segunda fase, exige leitura crítica, interpretação refinada, raciocínio integrado e preparação contínua. Por isso, os educadores do Colégio Rio Branco dão dicas sobre cada área do conhecimento:

  • Língua Portuguesa: Rosane Cesari, coordenadora do Colégio Rio Branco, reforça a necessidade de leitura crítica e análise profunda de textos verbais e não verbais;
  • História e Geografia: as coordenadoras Mirtes Timpanaro (História) e Fabiana Pegoraro (Geografia) destacam que o peso está na amplitude de conteúdos e no uso crítico das fontes, exigindo que o aluno mobilize dados oferecidos no próprio enunciado para interpretar contextos históricos, sociais e ambientais;
  • Ciências da Natureza: a professora Ariela Strozberg (Biologia) e os coordenadores Renato Casemiro (Física) e Claudia Ayres (Química) explicam que a prova cobra desde conceitos clássicos até temas atuais, sempre com forte interdisciplinaridade;
  • Matemática: Kelly Sacardi, coordenadora da disciplina, aponta que o desafio está na densidade dos enunciados, precisão nos cálculos e domínio conceitual.

7. Prepare-se para a redação

Por fim, é essencial atentar-se às mudanças na redação da Fuvest divulgadas ao longo do ano. A partir da edição de 2026, a prova deixará de cobrar exclusivamente a redação dissertativo-argumentativa e passará a permitir a escolha de diferentes gêneros textuais. Diante dessas mudanças, o analista pedagógico da plataforma Redação Nota 1000, Felipe Rico, indica:

  • Revisar os critérios avaliados pela Fuvest na redação a partir de orientações e materiais já divulgados pela própria banca: ir direto à fonte irá auxiliar a compreender o que se espera dele em relação à produção textual, à abordagem temática e à norma culta;
  • Revisitar as propostas dos anos anteriores: às vésperas da redação, isso irá auxiliar a ter um norte em relação a quais eixos temáticos podem ser solicitados e quais são os perfis dos textos presentes na coletânea. Além disso, escrever gêneros diferentes, a partir dessas últimas propostas, irá calibrar o aluno em relação às habilidades desenvolvidas ao longo do ano e prepará-lo para o novo modelo de redação;
  • Praticar a escrita da redação com o tempo controlado, simulando o ambiente do dia da produção da redação: tal ação é essencial para se assegurar de que irá conseguir controlar e administrar o tempo e produzir o texto no prazo estipulado. Assim, estará mais acostumado com a situação e irá prevenir qualquer contratempo.

Por Laura Ragazzi





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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