Secretário de Trump diz que relação Brasil-EUA está no ‘ponto mais sombrio em dois séculos’


O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, embaixador Christopher Landau, afirmou na noite desta quinta-feira (12) que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos atingiu o “ponto mais sombrio em dois séculos”. A fala do número 2 do secretário de Estado, Marco Rubio, foi em referência à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentar dar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

“Os Estados Unidos condenam o uso da lei como arma política. Como advogado, diplomata e amigo do Brasil, me dói ver o ministro Alexandre de Moraes destruindo o estado de direito e levando as relações entre nossas duas grandes nações ao seu ponto mais sombrio em dois séculos”, escreveu Landau, em seu perfil no X.

“Enquanto o Brasil deixar o destino de nossa relação nas mãos do ministro Moraes, não vejo solução para essa crise”, acrescentou.

Landau fez seus comentários compartilhando a fala do secretário de Estado americano, que ameaçou o Brasil com mais sanções após a condenação de Bolsonaro. “As perseguições políticas do violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, já que ele e outros membros do Supremo decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”, escreveu Rubio, em seu perfil no X.

Entre possíveis novas sanções que os EUA podem adotar contra o Brasil, estão a extensão da Lei Magnitsky a outros ministros que votaram a favor da condenação de Bolsonaro e aos familiares deles, além da suspensão dos vistos e tarifas secundárias ao País pela compra de petróleo russo. Fontes de Washington afirmam que Viviane Barci Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, pode ser incluída na Lei Magnitsky em breve.

Na semana passada, o secretário de Trump disse a uma comitiva de empresários liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que a questão das tarifas ao Brasil era política e que não adiantava fazer lobby em Washington, mas em Brasília.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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