A prefeitura da capital paulista inicia nesta segunda-feira, 9, uma campanha de vacinação contra a gripe (vírus influenza) nas estações de transporte público da cidade, além do Shopping Butantã. O imunizante está disponível para toda a população, a partir dos 6 meses de idade, desde 19 de maio, nos postos de vacinação do município.
A ação acontece até o dia 27 de junho, de segunda a sexta-feira, com exceção do feriado de Corpus Christi, nos dias 19 e 20 de junho. O objetivo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é aumentar o número de vacinados, levando o imunizante a locais de grande circulação de pessoas.
A população poderá se vacinar nas seguintes estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM) e terminais:
– Estação Luz – CPTM: das 8h30 às 17h;
– Estação Engenheiro Goulart – CPTM: das 8h30 às 17h;
– Estação São Miguel – CPTM: das 8h30 às 17h;
– Estação Itaim Paulista – CPTM: das 8h30 às 17h;
– Estação Corinthians-Itaquera – CPTM: das 8h30 às 17h;
– Estação Perus – CPTM: das 8h30 às 17h;
– Estação Pirituba – CPTM: das 8h30 às 17h;
– Estação Pinheiros – Linha 9-Esmeralda ViaMobilidade: das 8h30 às 17h;
– Estação Vila Prudente – Metrô: das 9h às 16h (não haverá vacinação nos dias 11 e 12 de junho);
– Terminal Rodoviário do Tietê: das 9h às 16h;
– Terminal de Ônibus Sacomã: das 8h às 16h;
– Terminal de Ônibus Cachoeirinha: das 9h às 16h;
– Terminal de Ônibus Dom Pedro II: das 9h às 17h;
– Terminal de Ônibus Cidade Tiradentes: das 8h30 às 17h (a vacinação se encerra no dia 16 de junho).
A imunização também acontece no Shopping Butantã, das 10h às 17h (com início em 11 de junho), e continuará normalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Aos sábados, há vacinação nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs integradas, no mesmo horário.
A vacina está disponível para os públicos prioritários no município desde o dia 28 de março. Até a última segunda-feira, 3, cerca de 1,9 milhões de doses da vacina contra a gripe foram aplicadas. Entre o público prioritário (idosos, crianças menores de 6 anos e gestantes), a cobertura vacinal geral está em 37,3%, segundo dados da SMS.
Entre os idosos, 39% foram vacinados. A taxa cai para 33,4% entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos, e para 30,8% entre gestantes. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% da população prioritária – na capital paulista, isso corresponde a 2,9 milhões de pessoas.
Vacinação em baixa e síndromes respiratórias em alta
Segundo o infectologista Rodrigo Lins, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os números da cobertura vacinal no município e no Estado de São Paulo estão muito abaixo do esperado. “A (vacina contra) influenza costuma ter de 60 a 70% de cobertura”, diz.
A baixa adesão à vacina preocupa especialistas, especialmente diante do aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) no Brasil. Segundo o último boletim InfoGripe, da Fiocruz, 15 das 27 capitais brasileiras estão com níveis de SRAG classificados como alarmantes, de risco ou alto risco, com tendência de crescimento a longo prazo. São Paulo, por exemplo, integra a lista.
Em todo o País, de acordo com o levantamento da fundação, já foram notificados quase 84 mil casos em 2025. Destes, quase metade apresentou resultado positivo para algum vírus respiratório. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os positivos foi de 38,9% de influenza A, 0,9% de influenza B, 47,3% de VSR, 15,9% de rinovírus e 1,7% de covid-19.
Além disso, o número de óbitos é motivo de alerta: 73,4% das mortes por síndrome respiratória grave nesse período são associadas ao vírus influenza A, 12,8% ao VSR, 10,4% ao rinovírus, 5,1% à covid-19 e 1,3% ao influenza B.
Segundo especialistas consultados pelo Estadão, embora o aumento de SRAG seja esperado nesta época do ano, os números estão ultrapassando as expectativas. “Temos visto um aumento muito importante no número de casos de influenza em todo o País, e é a primeira vez (desde a pandemia) que a gente tem a influenza passando a covid-19 em número de óbitos e internações”, alerta Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra a gripe pode prevenir de 60% a 70% dos casos graves e mortes causados pelo influenza. Estudos também indicam que ela contribui para reduzir o risco de enfarte, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações cardiovasculares, como explicamos aqui.
Idosos, crianças pequenas e gestantes são os mais vulneráveis aos prejuízos provocados pelo vírus, por isso se enquadram como público prioritário. De acordo com a Fiocruz, entre idosos predominam os óbitos por influenza A. Já entre as crianças, o maior número de casos graves e mortes está associado ao rinovírus, mas também ao influenza A.
Além disso, a médica Gisela Gosuen, consultora da SBI, lembra que a importância da vacinação vai além da proteção individual. “Com a vacina, você também está promovendo proteção em massa, porque não adquire a infecção e, com isso, interrompe o ciclo de transmissão”, descreve.
Por: Estadão Conteúdo
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