A 277ª edição da Romaria de Nossa Senhora da Abadia do Muquém terminou em Niquelândia após o calendário de celebrações que vai do início à metade de agosto. O programa oficial ocorreu de 5 a 15/8, com serviços públicos de apoio operando entre 3 e 15/8. Ao longo do período, o Santuário e órgãos estaduais estimaram cerca de 450 mil participações.
Levantamento realizado em julho na região da economia de peregrinação de Niquelândia aponta que, nos últimos cinco anos, 49% dos residentes nunca compareceram pessoalmente à romaria. Ainda assim, 77% consideram o evento muito ou bastante importante para a preservação da tradição cultural local — sinal de que o Muquém transcende o rito religioso e funciona como marca de identidade regional.
Para receber o pico de fluxo, a malha viária do norte goiano passou por manutenção funcional em mais de 260 km, com foco na GO-237 (a chamada “estrada da fé” até o Santuário). Houve melhoria de piso, sinalização e apoio operacional. Em paralelo, o trecho Niquelândia–Colinas do Sul da GO-132 recebeu investimento específico de R$ 35,9 milhões, ampliando a conectividade regional. Polícia e Bombeiros atuaram em pontos fixos e móveis para reduzir risco em horários de maior movimento.
O Centro de Apoio ao Romeiro (CAR) funcionou 24 horas no km 30 da GO-237 entre 3 e 15/8, oferecendo água, café, lanche, banho, Wi-Fi, repouso e atendimento básico de saúde. No período, o CAR atendeu cerca de 33 mil pessoas, serviu 624 litros de bebida láctea com canela, 1.040 litros de café e 4.000 litros de suco, além de 16,2 mil pães. Aproximadamente 100 pessoas se revezaram nas equipes de operação e acolhimento.
Outra pesquisa, também de julho, mostra que 62,5% dos comerciantes de Niquelândia tratam a romaria como o período de vendas mais importante do ano. Ao mesmo tempo, 58% dos comerciantes e 56% dos moradores avaliam que a infraestrutura pública atual ainda não é suficiente para absorver o volume de visitantes. O dado reforça o duplo efeito do Muquém: impulso econômico de curto prazo e pressão sobre a gestão urbana.
No eixo de legado, foi confirmada a destinação de R$ 1 milhão ao sistema local de saúde e a entrega de dois caminhões e uma escavadeira para uso municipal, medidas alinhadas ao reforço da capacidade de serviços após o evento.
Em relação aos impactos ambientais, levantamento de julho registra 82% de apoio à continuidade da romaria, mas também 64% de preocupação com resíduos e uso de descartáveis durante o período. 73% dos entrevistados defendem um plano municipal de gestão verde para os dias de pico, com coleta seletiva reforçada, material biodegradável e sistema de caução para copos (devolução/retorno).
Durante as cerimônias de encerramento, foi sancionada a medida que transfere simbolicamente a capital do Estado para o Muquém no período da romaria — gesto que reconhece o peso histórico e cultural do Santuário. O governo estadual também indicou a abertura de avaliação técnica para restauro da cobertura da igreja, a partir de solicitação formal do Santuário.
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