Um estudo do Instituto Esfera de Estudos e Inovação mostrou que a retirada de florestas no Arco do Desmatamento, região que abrange Pará, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Tocantins e Acre, recuou 23,8% em 2023 e de 25,8% em 2024. O estudo aponta que a combinação de políticas públicas, pressão internacional e autorregulação do mercado foi decisiva para reduzir o desmatamento na região. Entre os mecanismos mais relevantes, o estudo cita o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que reduziu as taxas de 27.772 km? em 2004 para 4.571 km? em 2012, além da Lei de Crimes Ambientais (1998), o sistema de monitoramento Deter/Inpe (2004) e as moratórias da soja (2006) e da carne (2009). Também foram decisivas, segundo o estudo, a restrição ao crédito rural em municípios críticos e a Criação do Cadastro Ambiental Rural (2012)
De acordo com o autor da pesquisa, o economista Waldecy Rodrigues, a modelagem econométrica mostra que o ritmo de derrubada da floresta está diretamente ligado à qualidade da governança. “A efetividade desses mecanismos depende da combinação entre fiscalização, regularização ambiental e estabilidade institucional”, afirmou.
O levantamento também traça projeções até 2050. No cenário pessimista, com pressão internacional branda e enfraquecimento das instituições, o desmatamento poderia voltar a crescer e ultrapassar 1,2 milhão de hectares em 2045. Já no cenário otimista, o fortalecimento das instituições ambientais poderia consolidar a tendência de queda.
Para a CEO do Instituto Esfera, Camila Funaro Camargo Dantas, os resultados reforçam a importância de um marco regulatório estável. “O estudo confirma que a preservação da Amazônia e do Cerrado depende sobretudo da qualidade da governança. O futuro das nossas florestas está ligado à força das instituições e à consistência das políticas públicas”, disse.
O Arco do Desmatamento ocupa cerca de 10% da Amazônia Legal, mas responde por 45% de todo o desmatamento registrado no Brasil. A região soma mais de 19 milhões de hectares alterados ou degradados, área equivalente a duas vezes o território do Reino Unido.
Por: Estadão Conteúdo
Em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil, o Palmeiras derrotou o Fluminense por 2…
Idealizado pelo Governo de Goiás, o programa Nota Fiscal Goiana (NFG) superou a marca de…
Tanise Knakievicz transformou castanha de baru em produto inovador com apoio do Sebrae (Fotos Arquivo…
Mais de 400 boxeadores de 50 países participam da etapa de abertura da Copa do…
A Câmara Municipal de Goianésia aprovou, durante sessão ordinária no Plenário Aleixo Luiz Vinhal, um…
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (16) portarias que criam dois…
This website uses cookies.