Quem era o casal de Israel assassinado em ataque a tiros em Museu Judaico dos EUA?


Por Redação O Estado de S. Paulo – 22/05/2025 11:09

Yaron Lischinsky, de 30 anos, e Sarah Lynn Milgrim, de 26, foram identificados como as duas vítimas do ataque a tiros que ocorreu na parte de fora do Museu Judaico de Washington após um evento na noite de quarta-feira, 21.

Os dois eram funcionários da embaixada de Israel nos Estados Unidos e iriam ficar noivos, segundo o embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter. “Ele havia comprado um anel nesta semana com a intenção de pedir sua namorada em casamento na semana que vem em Jerusalém”, afirmou o diplomata em uma coletiva de imprensa.

A porta-voz da embaixada israelense, Tal Naim Cohen, afirmou que os dois foram atingidos por tiros a curta distância e foram encontrados inconscientes.

“Yaron e Sarah, palavras não podem começar a descrever a angústia e a tristeza. Ainda esta manhã, estávamos rindo juntos tomando café – e agora, tudo o que resta é uma foto”, ela escreveu na rede social X. “Em vez de conduzi-los ao altar, estamos caminhando com vocês até seus túmulos. Que perda insuportável”, disse ela.

Casal acreditava na paz no Oriente Médio

Lischinsky era um assistente de pesquisa no departamento político da embaixada e trabalhava em Washington desde setembro de 2022. Ele nasceu em Nuremberg, na Alemanha, e se mudou para Israel aos 16 anos. O funcionário da embaixada era graduado em relações internacionais pela Universidade Hebraica de Jerusalém e tinha um mestrado em Governo, Diplomacia e Estratégia pela Universidade Reichmann.

Em sua página na rede social corporativa LinkedIn, Lischinsky ressaltou que acreditava na promoção da paz no Oriente Médio. “Sou um ardente defensor da visão que foi delineada nos Acordos de Abraão e acredito que expandir o círculo da paz com nossos vizinhos árabes e buscar cooperação regional é do interesse do Estado de Israel e do Oriente Médio como um todo. Com este objetivo, advogo pelo diálogo inter-religioso e pelo entendimento intercultural”.

Já Sarah Milgrim trabalhava no setor de diplomacia pública da embaixada. Ela cresceu nos subúrbios de Kansas, nos EUA, e tinha dois mestrados, um em relações internacionais pela Universidade Americana, e outro em recursos naturais e desenvolvimento sustentável pela Universidade da Paz, que é administrada pela ONU.

Durante o seu período em Kansas City, um supremacista branco atirou e matou três pessoas em uma instituição judaica da região. Ela se engajou na luta contra o antissemitismo após suásticas serem pintadas em sua escola. “Eu me preocupo em ir à minha sinagoga e agora tenho que me preocupar com a segurança na minha escola, e isso não deveria ser uma preocupação”, apontou Sarah a um portal de notícias local na época.

De acordo com seu perfil no LinkedIn, a paixão de Milgrim era trabalhar para a “construção da paz, o engajamento religioso e o trabalho ambiental”.

“Enquanto trabalhava com a Tech2Peace em Tel Aviv, Israel, eu conduzi uma pesquisa abrangente sobre a teoria da construção da paz, enfatizando iniciativas de base na região israelense-palestina”, apontou a jovem funcionária da embaixada. “Minhas experiências diversas, incluindo a facilitação de discussões perspicazes sobre geopolítica em Israel e na Palestina como Educadora Judaica, e pesquisar uma série de tópicos ambientais na Índia e na América Central, refletem meu comprometimento com a promoção do entendimento entre diferentes povos”.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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