Imagem: PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na tarde desta quarta-feira, 07, um motorista suspeito de cometer o crime de supressão de sinal identificador de veículo automotor durante uma fiscalização de velocidade na BR-153, no município de Morrinhos, região sul de Goiás. A abordagem ocorreu após o veículo ser flagrado por radar móvel transitando a 151 km/h, velocidade muito acima do permitido para o trecho, além de circular sem a placa dianteira de identificação.
A ocorrência chama atenção tanto pela gravidade da infração de trânsito quanto pela configuração de crime previsto na legislação penal brasileira.
Durante fiscalização de rotina com radar móvel, a equipe da PRF identificou um automóvel transitando a 151 km/h em um trecho da BR-153 onde o limite de velocidade é significativamente inferior. Além do excesso de velocidade, os agentes perceberam que o veículo não possuía a placa dianteira, item obrigatório para identificação veicular.
Diante da situação, os policiais iniciaram acompanhamento tático e realizaram a abordagem nas proximidades do km 600 da rodovia, no sentido Morrinhos–Itumbiara. A ação rápida foi fundamental para evitar riscos maiores à segurança viária, considerando a alta velocidade empregada pelo condutor.
Durante a fiscalização, o motorista alegou aos policiais que teria perdido a placa dianteira em uma enxurrada. No entanto, após uma verificação mais detalhada no veículo, a equipe da PRF localizou a placa de identificação escondida sob o carpete do porta-malas.
A constatação evidenciou que a retirada da placa não ocorreu de forma acidental, mas de maneira intencional, com o objetivo de dificultar a identificação do veículo e do condutor. Diante dos fatos, ficou caracterizada, em tese, a prática do crime de supressão de sinal identificador de veículo automotor.
A supressão de sinal identificador de veículo automotor é crime previsto no Código Penal Brasileiro. A prática consiste em retirar, adulterar ou ocultar elementos que permitem a identificação do veículo, como placas, número do chassi ou outros sinais oficiais.
Esse tipo de crime é considerado grave porque dificulta a fiscalização, favorece a impunidade e pode estar associado a outros delitos, como fuga de abordagens policiais, transporte de produtos ilícitos ou envolvimento em crimes mais graves. Além das sanções penais, o condutor também responde administrativamente pelas infrações de trânsito cometidas.
Além da prisão em flagrante, os policiais rodoviários federais lavraram os autos de infração de trânsito cabíveis. Entre as irregularidades constatadas estão o excesso de velocidade e a circulação sem placa dianteira, infrações que, por si só, já representam risco elevado à segurança nas rodovias federais.
Após a constatação do crime, o motorista foi detido e encaminhado, juntamente com o veículo, à Delegacia de Polícia Civil de Morrinhos, onde foram realizados os procedimentos legais e a lavratura do auto de prisão em flagrante.
Vale ressaltar que o excesso de velocidade é um dos principais fatores associados a acidentes graves e fatais nas rodovias brasileiras. Em velocidades elevadas, o tempo de reação do condutor diminui drasticamente, enquanto a distância necessária para frenagem aumenta de forma significativa.
Em rodovias como a BR-153, que possuem tráfego intenso de veículos leves e pesados, o risco é ainda maior. Colisões em alta velocidade tendem a resultar em múltiplas vítimas, ferimentos graves e danos estruturais severos aos veículos envolvidos. Por isso, a fiscalização eletrônica e as abordagens da PRF desempenham papel essencial na prevenção de tragédias.
A atuação da Polícia Rodoviária Federal vai além da aplicação de multas. As fiscalizações têm como principal objetivo preservar vidas, coibir comportamentos de risco e retirar de circulação condutores que colocam em perigo a segurança coletiva.
Casos como o registrado em Morrinhos demonstram a importância da presença constante da PRF nas rodovias federais, especialmente em trechos onde o excesso de velocidade é recorrente. A identificação rápida de irregularidades contribui para reduzir acidentes e aumentar a sensação de segurança para os usuários da via.
Neste sentido, a PRF reforça que circular sem placas de identificação, além de ser ilegal, configura crime quando há intenção de ocultação. Motoristas devem manter seus veículos em conformidade com a legislação, respeitar os limites de velocidade e colaborar com as ações de fiscalização.
Em caso de perda ou dano à placa, o condutor deve providenciar imediatamente a regularização junto aos órgãos competentes, evitando circular de forma irregular e assumir riscos legais e à segurança viária.
De acordo com a polícia, a prisão realizada pela Polícia Rodoviária Federal na BR-153, em Morrinhos, reforça o compromisso das forças de segurança com a fiscalização rigorosa e a preservação de vidas nas rodovias. O caso evidencia não apenas a gravidade do excesso de velocidade, mas também a seriedade do crime de supressão de sinal identificador de veículo automotor. O respeito às leis de trânsito continua sendo fundamental para garantir viagens mais seguras e evitar tragédias nas estradas.
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