Os medicamentos adquiridos por hospitais ficaram 0,72% mais baratos em julho, de acordo com o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), um índice que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas elabora por encomenda da Bionexo, plataforma que propicia operações de compras e vendas de remédios, conectando hospitais diretamente aos laboratórios. A queda dos preços destes medicamentos em julho é a terceira consecutiva. Foram registradas quedas em maio e junho de, respectivamente, 0,79% e de 0,92%.
Para Solange Plebani, CEO da Bionexo, “a continuidade da redução nos preços dos medicamentos para hospitais reforça a necessidade de uma gestão cada vez mais eficiente e transparente dos custos na saúde”. “Nosso papel é garantir que os dados gerados na plataforma Bionexo proporcionem informações precisas e em tempo real, ajudando hospitais otimizar suas compras e assegurar o acesso a tratamentos essenciais, mesmo em um cenário econômico desafiador.”
O recuo dos preço em no mês passado foi impulsionado principalmente pela redução de 2,83% nos preços do grupo de imunoterápicos.
Em termos comparativos, a última medição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indicou uma variação média de 0,26% nos preços ao consumidor, enquanto o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) – que monitora o comportamento dos preços ao consumidor, do atacado e da construção civil – registrou uma deflação média de 0,77% nos preços da economia brasileira.
Adicionalmente, informações divulgadas pelo Banco Central destacaram uma discreta apreciação da moeda brasileira em relação ao dólar, dada por um recuo de 0,34% na taxa média de câmbio.
“Apesar de representar a terceira queda consecutiva, a variação do IPM-H em julho não se afastou de nossa expectativa para o período, considerando a sazonalidade típica dos preços do segmento no segundo semestre, que costuma apontar para uma tendência de estabilidade ou mesmo de queda nos preços dos medicamentos”, ponderou Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe.
A título comparativo, considerando o histórico dos preços para esse mês entre 2021 e 2024, a variação média do IPM-H foi de deflação de 0,86%, pouco abaixo do resultado deste ano , de 0,72%, compara Oliva.
“A despeito dessa constatação, os resultados apurados entre grupos terapêuticos continuam bastante heterogêneos, o que pode refletir aspectos específicos da oferta e da demanda de medicamentos específicos, bem como a influência distinta de fatores como taxa de câmbio e logística nesse mercado”, completou o economista.
No balanço parcial de 2025, até julho, o avanço médio dos preços de medicamentos aos hospitais desacelerou para 2,84%. No acumulado de dos últimos 12 meses, o IPM-H passou a registrar uma alta acumulada de 2,18%, resultado que representou terceira desaceleração consecutiva dos preços nesse horizonte móvel. No âmbito de seu horizonte da sua série histórica (entre janeiro de 2015 e julho de 2025), o IPM-H registra uma elevação nominal de 51,7% nos preços de medicamentos para hospitais.
Por: Estadão Conteúdo
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