A Polícia Civil de Goiás, por meio da 15ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Goianésia, prendeu em flagrante uma mulher suspeita de aplicar golpes de estelionato mediante fraude eletrônica em um supermercado da cidade. A ação ocorreu após denúncia formal do estabelecimento comercial, que identificou prejuízos financeiros causados por transferências bancárias falsas apresentadas como comprovantes de pagamento via PIX.
De acordo com as informações apuradas pela equipe policial, o golpe foi aplicado em ao menos três ocasiões distintas, gerando um prejuízo total de R$ 2.716,29 ao comércio. A investigada entrava em contato com o supermercado por meio de aplicativos de mensagens, realizava pedidos de compras e, em seguida, encaminhava comprovantes de pagamento supostamente referentes a transferências instantâneas via PIX.
O que chamou a atenção dos comerciantes foi o fato de os valores não serem creditados na conta do estabelecimento, mesmo após a liberação das mercadorias. Ao analisarem os comprovantes enviados, os responsáveis perceberam indícios de adulteração digital, o que motivou o acionamento imediato da Polícia Civil.
Como funcionava o golpe do comprovante falso de PIX
As investigações apontaram que a mulher utilizava uma estratégia conhecida entre crimes de fraude eletrônica. Ela realizava o agendamento de transferências bancárias por meio de seu aplicativo financeiro, o que não gera crédito imediato. Em seguida, editava digitalmente o comprovante, removendo a informação de que a operação estava apenas agendada, fazendo parecer que se tratava de um PIX efetivado com sucesso.
Com o comprovante adulterado, a suspeita induzia o supermercado ao erro, levando os funcionários a acreditarem que o pagamento havia sido realizado corretamente. Dessa forma, os produtos eram liberados e entregues antes da confirmação bancária, possibilitando a consumação do crime.
Esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum em estabelecimentos comerciais, especialmente aqueles que trabalham com entregas rápidas e grande volume de transações digitais, reforçando a necessidade de conferência rigorosa dos pagamentos recebidos.
Prisão em flagrante e recuperação dos produtos
Após o registro da ocorrência, equipes da 15ª DRP iniciaram diligências para localizar a suspeita. A mulher foi encontrada em seu apartamento, em Goianésia, onde, de acordo com a polícia, confessou espontaneamente o método fraudulento utilizado para aplicar os golpes.
Durante as buscas, parte dos produtos adquiridos de forma ilícita foi localizada no imóvel onde investigada residia. Outra parte das mercadorias foi encontrada em um endereço alternativo, onde havia sido entregue como forma de pagamento de aluguel atrasado. Todos os itens recuperados foram apreendidos e posteriormente devolvidos ao supermercado lesado.
Diante das provas reunidas, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de estelionato mediante fraude eletrônica, sendo conduzida à unidade policial para os procedimentos legais e ficando à disposição do Poder Judiciário.
Estelionato eletrônico e os riscos para o comércio local
O caso evidencia um problema crescente enfrentado por comerciantes em todo o país: o aumento dos crimes envolvendo meios de pagamento digitais. Embora o PIX tenha revolucionado o sistema financeiro brasileiro pela rapidez e praticidade, ele também passou a ser explorado por criminosos que se aproveitam da confiança e da falta de verificação imediata por parte dos estabelecimentos.
A Polícia Civil alerta que golpes envolvendo comprovantes falsos geralmente exploram momentos de maior fluxo de clientes ou situações em que a conferência do crédito bancário é feita de forma superficial. A recomendação é que comerciantes aguardem sempre a confirmação do valor diretamente no extrato da conta antes de liberar produtos ou serviços.
Além disso, o uso de sistemas integrados de pagamento e a capacitação de funcionários para identificar sinais de fraude são medidas fundamentais para reduzir riscos e prejuízos financeiros.
Importância da denúncia e da atuação rápida da polícia
A atuação célere da Polícia Civil de Goianésia foi determinante para a identificação da suspeita e a recuperação dos bens subtraídos. A denúncia feita pelo supermercado permitiu que o crime fosse interrompido rapidamente, evitando novos prejuízos e possibilitando a responsabilização da suspeita.
Para a polícia, casos como este reforçam a importância da cooperação entre comerciantes e forças de segurança pública, especialmente diante da sofisticação crescente dos crimes eletrônicos. A orientação é que qualquer suspeita de fraude seja comunicada imediatamente às autoridades, preservando provas como conversas, comprovantes enviados e registros de pedidos.






