Polícia Civil do RJ faz operação contra bebidas adulteradas com 21 mandados de apreensão


A polícia civil do Estado do Rio de Janeiro anunciou a deflagração de uma operação de combate à fabricação e ao comércio de bebidas alcóolicas adulteradas neste sábado, 4. Ao todo, serão cumpridos 21 mandados de busca e apreensão entre a capital e cidades da Baixada Fluminense.

“Milhares de garrafas com suspeita de falsificação já foram apreendidas e serão encaminhadas para análise, que vai indicar possíveis irregularidades para os consumidores, como o uso irregular de metanol”, informou a instituição em comunicado.

Outras ações de fiscalização têm sido feitas pela PC-RJ desde a última quarta, 1º. Os agentes também se depararam com bebidas fora da validade e armazenadas em más condições. A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) da polícia civil fluminense.

Até o momento, seis pessoas foram conduzidas à delegacia e responderão por falsificação ou adulteração de bebida e crime contra as relações de consumo.

Metanol e adulteração de bebidas no Brasil

Diversos consumidores de bebidas alcóolicas passam por uma sensação de insegurança no Brasil atualmente. De acordo com o ministro da saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), atualmente são 127 casos notificados de intoxicação por metanol no País em 12 Estados. Desses, 11 foram confirmados por exames laboratoriais.

“Nossa recomendação é evitar bebidas destiladas, sobretudo aquelas que a garrafa é feita com a rosca”, sugeriu Padilha, que ressaltou que se trata de um “momento de atenção, não de pânico”.

O metanol é um solvente sem odor nem cor características, e de fácil diluição. Mais barato, o metanol é usado para aumentar os lucros com a venda de produtos caros, como uísque, gim e vodca.

Além do Rio de Janeiro, há investigações em curso em outros Estados, como São Paulo, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Bahia e Mato Grosso do Sul.

A polícia civil de São Paulo acredita em contaminação das bebidas no início da cadeia de produção. Entre as possibilidades, estão destilarias “de fundo de quintal” ou desvio da indústria química.

Outra hipótese é a falha no uso da substância para higienizar vasilhames – o que pode ter ocorrido na indústria regular ou ilegal. Por ora, as autoridades paulistas descartam elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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