PGR traz apenas uma fala como prova de que Heleno dificultou transição governo, diz advogado


O advogado Matheus Mayer Milanez, que representa a defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, disse que a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou uma “fala isolada” para justificar que ele dificultou o processo de transição do governo Bolsonaro para o governo Lula.

“Qual prova o Ministério Público traz que Heleno dificultou, impossibilitou ou não deixou a transição acontecer? Uma fala isolada dele: ‘É, procedi com a transição’. Isso é prova de resistência? Ou é prova de que foi transparente, de que abriram as portas do GSI assim que houve a resolução do governo?”, questionou.

Milanez levantou uma série de dúvidas sobre a participação de Heleno nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Questionou quais são os elementos que levam a acreditar que o ex-ministro do GSI teve envolvimento na trama golpista.

“Com quais manifestantes Heleno se comunicou em sua gestão? Foram encontrados com manifestantes cópias dessa agenda ou caderneta apreendida com o general? Qual foi o apoio financeiro ou de logística ou de planejamento prestado por Heleno para o deslocamento de 100 ônibus a Brasília? Há algum print, áudio, conversa telefônica ou movimentação bancária que implique no envolvimento de Heleno? Que provas traz o MP no sentido contrário?”, afirmou.

O advogado argumentou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) “não é subordinada ao GSI”, mas, sim, vinculada. Também disse que o próprio Heleno foi monitorado 11 vezes pelo que ficou conhecido como “Abin paralela”.

“O general Heleno não foi indiciado no relatório final sobre a Abin paralela. E aqui, nesse relatório que o Ministério Público também traz nas alegações finais, para comprovar o desespero e a falta completa de provas, ele traz uma reunião entre Bolsonaro, Heleno, Alexandre Ramagem ex-diretor da Abin e os advogados de Flávio Bolsonaro para falar sobre o suposto esquema de rachadinha. O que isso tem a ver com os autos? O Ministério Público traz situações que nada têm a ver”, disse.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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