Categories: Últimas Notícias

PF intima o diretor e o ex-número 2 da Abin após denúncia de espionagem contra Paraguai


A Polícia Federal (PF) intimou o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, e o ex-número 2 da agência, Alessandro Moretti, para prestar depoimento na quinta-feira, 17, sobre esquemas de espionagem ilegal.

As oitivas vão ocorrer na sede da PF em Brasília e fazem parte do inquérito da “Abin paralela”, que investiga suposto esquema de monitoramento ilegal de políticos, jornalistas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). As informações são da CNN.

A convocação dos dois ocorre depois de uma reportagem do UOL revelar denúncias de espionagem contra autoridades do Paraguai em 2022. Dois agentes da Abin afirmam que o Brasil fez um ataque hacker para obter informações de negociações relacionadas à Usina Hidrelétrica de Itaipu, o que fez a Polícia Federal abrir uma apuração sobre o caso.

Alessandro Moretti, que era diretor-adjunto da agência, foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início do ano passado. Diligências da Polícia Federal indicaram, na época, que ele e outros integrantes dificultaram as apurações sobre a “Abin paralela” e estariam agindo em “conluio” com servidores investigados.

O diretor-geral Luiz Fernando Corrêa disse à CNN que está à disposição das autoridades “para prestar quaisquer esclarecimentos, seja no âmbito administrativo, civil ou criminal, sobre os fatos relatados na imprensa e que remetem a decisões tomadas em gestão anterior da Agência”.

Ele sucedeu no cargo o deputado bolsonarista Alexandre Ramagem (PL-RJ), investigado no STF no processo da “Abin paralela” e réu, junto ao ex-presidente Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

Ramagem e o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ) são os principais investigados pela aparelhagem da Abin apontada pela PF para espionar adversários políticos, blindar os filhos do ex-presidente em processos judiciais e atacar a credibilidade do sistema eleitoral.

Em 2024, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, seguiu uma recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e rejeitou pedido da PF para compartilhar provas da Operação First Mile, que investigou o caso, com a Corregedoria da Abin para abertura de sindicâncias internas.

Na decisão, Moraes afirmou que o compartilhamento não era “adequado para o presente momento investigatório”. Já o parecer da PGR ressaltou a possibilidade de interferência da agência no processo, já que, em fases anteriores da investigação, foram detectados indícios da “intenção de evitar a apuração aprofundada dos fatos”.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Golpe da falsa central bancária causa prejuízo de 200 mil reais a médico goiano

Médico de 74 anos perde 200 mil reais em golpe da falsa central bancária. Três…

2 minutos ago

Empilhadeira é utilizada para resgatar funcionárias durante incêndio na Ceasa em Goiânia

Incêndio na Ceasa de Goiânia destrói depósito e empilhadeira é usada para resgatar funcionárias presas…

43 minutos ago

Goiás em alerta para vendaval com rajadas de até 60 km/h

vendaval - Goiás está em alerta para vendavais com rajadas de até 60 km/h. Confira…

4 horas ago

Certidão Negativa de Débitos: o que é, para que serve e como consultar pela internet

Saiba o que é a Certidão Negativa de Débitos, para que serve, quais tipos existem…

5 horas ago

Mega-sena acumula e sorteio chega a 165 milhões de reais

Mega-Sena acumula e prêmio chega a 165 milhões de reais. Confira as dezenas sorteadas e…

13 horas ago

Brasil registra saldo positivo de US$ 7 bilhões na balança comercial em julho

Balança comercial brasileira fecha julho com superávit de US$ 7 bilhões. Confira os dados de…

16 horas ago

This website uses cookies.