Petróleo fecha em queda após Fed e sinais de oferta em sessão de dólar fortalecido


Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 18, à medida que investidores assimilam o corte na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na quarta-feira. O dólar mais forte também influencia a commodity hoje. Investidores seguem no aguardo de novas informações sobre sanções adicionais da União Europeia contra a Rússia e ponderam um eventual aumento de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).

O petróleo WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrou baixa de 0,69% (US$ 0,44), a US$ 63,26 o barril, enquanto o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), cedeu 0,75% (US$ 0,51), a US$ 67,44 o barril.

A analista sênior do Swissquote Bank, Ipek Ozkardeskaya, destaca que o petróleo bruto segue limitado próximo de US$ 65 o barril com a força do dólar restringindo a alta. “Uma quebra sustentada da faixa de US$ 62-65 por barril não parece provável nesta semana”, ponderou.

Nesta quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, voltaram a defender o aumento de pressão sobre a Rússia para forçar o fim do conflito com a Ucrânia. “Se o preço do petróleo caísse, Vladimir Putin acabaria com a guerra na mesma hora”, disse o norte-americano.

A possibilidade de interrupções no fornecimento de petróleo russo sustentou os preços na última semana, enquanto preocupações com aumento da produção pela Opep+ limitam os avanços, diz o ING. A forte queda nos estoques de petróleo dos EUA nesta semana e o corte do Fed “ajudaram a conter as perdas”, acrescenta o banco holandês.

Juros mais baixos normalmente estimulam a atividade econômica e a demanda por combustíveis, impulsionando os preços do petróleo, lembra a Capital Economics. No entanto, os investidores podem ter interpretado a decisão do Fed como um “corte de gestão de riscos, destinado a afastar perigos econômicos negativos em vez de sinalizar uma guinada mais significativa para o afrouxamento”, aponta a consultoria.

*Com informações da Dow Jones Newswires



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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