PCGO prende grupo por se passar por corretor de imóveis e aplicar golpes em vítimas – Policia Civil do Estado de Goiás


A Polícia Civil, por meio da 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, deflagrou nessa quinta-feira (20) a Operação New House, visando desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes imobiliárias. O grupo criminoso clonava anúncios legítimos de imóveis para locação, atraindo vítimas que acreditavam estar negociando com imobiliárias reais. A operação foi realizada simultaneamente em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Alto Paraíso, Porto Nacional (TO) e Santo Antônio de Jesus (BA), visando o cumprimento de 16 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Foram presas temporariamente 13 pessoas e a operação contou com o apoio das Polícias Civis do Tocantins e da Bahia.
A investigação teve início após um empresário do setor imobiliário, proprietário de uma imobiliária localizada em Goiânia, ter procurado a 4ª DDP de Goiânia relatando que criminosos estavam utilizando indevidamente o nome e a identidade visual de sua empresa para aplicar golpes na internet. O grupo criminoso criava anúncios falsos em plataformas da internet, como o MarketPlace do Facebook, simulando publicações legítimas, mas redirecionando os interessados para números de WhatsApp utilizados pelos golpistas. Em alguns casos, os criminosos chegavam a se passar por interessados em locações, retiravam as chaves em imobiliárias e apresentavam o imóvel às vítimas, como se fossem os proprietários. Os criminosos se passavam por corretores e exigiam pagamentos antecipados das vítimas, prometendo reservar os imóveis para locação. Após a transferência dos valores, os fraudadores encerravam o contato, deixando as vítimas sem o imóvel e sem reembolso.
As investigações permitiram rastrear os pagamentos realizados pelas vítimas, identificando diversos beneficiários das transferências bancárias e integrantes da associação criminosa. Com o aprofundamento da apuração, foi possível identificar diversas ocorrências ligadas ao grupo, registradas entre agosto de 2021 e agosto de 2024. Restou apurado que os criminosos clonavam anúncios de imobiliárias legítimas, copiando fotos e descrições de imóveis para enganar as vítimas. Durante a negociação, se passavam por corretores, utilizando identidades falsas e personas fictícias, como “Pastora Joselina” e “Pastor Guilherme”, para transmitir credibilidade.
Além da participação direta no esquema, alguns dos investigados possuem extensa ficha criminal e são reincidentes em crimes de estelionato e fraudes bancárias, tendo registros em diferentes estados do país. Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

 

 



Fonte:Polícia Civil

Dener Rafael

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