Paysandu é rebaixado para a Série C após sofrer virada diante do Atlético-GO em Goiânia


O Paysandu é o primeiro rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro. Na noite desta sexta-feira, o time paraense chegou a abrir o placar, mas sofreu a virada, perdendo por 2 a 1 para o Atlético-GO, no estádio Antônio Accioly, pela 35ª rodada da Série B. O resultado selou matematicamente a queda bicolor com três rodadas de antecedência.

A campanha do Paysandu foi marcada por instabilidade e baixo rendimento. O clube encerra a rodada na lanterna, com apenas 27 pontos, somando cinco vitórias, 12 empates e 18 derrotas. Nem a troca no comando técnico, com a chegada de Márcio Fernandes, foi suficiente para evitar o descenso. O time não pode mais alcançar o primeiro fora do Z-4 e retorna à terceira divisão após uma breve passagem pela Série B.

O rebaixamento de 2025 representa o oitavo da história do Paysandu. O clube havia conquistado o acesso em 2023, voltando à Série B após cinco temporadas na terceira divisão. Assim, disputou as edições de 2024 e 2025 consecutivamente na Segundona, mas não conseguiu manter o desempenho e volta a figurar na Série C já no próximo ano.

O primeiro tempo em Goiânia foi intenso, com boas chances dos dois lados. O Atlético-GO começou mais organizado e quase marcou com Tito e Jean Dias. O Paysandu respondeu aos 19 minutos, quando Marlon Douglas finalizou com perigo. A equipe visitante chegou a balançar as redes com Anderson Leite, no rebote de um pênalti, mas o árbitro anulou o lance por invasão na área.

Pouco depois, o time paraense se aproveitou de uma falha da defesa goiana e abriu o placar com Maurício Garcez, que testou firme para fazer 1 a 0. A vantagem, contudo, durou pouco. Antes do intervalo, o Atlético acertou o travessão em cabeceio de Danielzinho e mostrou que ainda tinha controle da partida.

Na etapa final, o Atlético voltou mais agressivo após as mudanças promovidas por Rafael Lacerda. A pressão resultou no empate aos 15 minutos: Robert arriscou de longe, a bola desviou, e após defesa parcial de Matheus Nogueira, Lelê apareceu livre para empurrar para as redes e igualar o placar.

O Paysandu até reagiu. Maurício Garcez, novamente protagonista, acertou a trave em um contra-ataque rápido, reacendendo a esperança bicolor. Mas o Atlético manteve o domínio territorial e foi recompensado com a virada aos 31, em jogada trabalhada dentro da área. Lelê abriu para Robert, que ajeitou com calma e finalizou no canto direito, com desvio em Maurício Antônio, tirando qualquer chance do goleiro.

O segundo gol foi o golpe final para o Paysandu, que viu suas últimas esperanças de permanência se esgotarem. O time mostrou entrega, mas esbarrou nos mesmos problemas que o acompanharam ao longo da competição: falhas defensivas, dificuldade na criação e falta de regularidade.

Enquanto o Paysandu amarga o retorno à Série C, o Atlético-GO, com 51 pontos, ainda sonha em alcançar o G-4. A missão é difícil, mas a equipe goiana ao menos afastou qualquer risco de rebaixamento e encerra a rodada em clima de tranquilidade.

Na próxima rodada, o Atlético-GO enfrenta o Criciúma no domingo, dia 9, às 17h, no estádio Heriberto Hülse, em Criciúma (SC). No mesmo dia, às 20h30, o Paysandu recebe o Coritiba na Curuzu, em Belém (PA).

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-GO 2 X 1 PAYSANDU

ATLÉTICO-GO – Paulo Vitor; Valdir Júnior (Luizão), Adriano Martins, Tito e Guilherme Romão; Kauan (Federico Martínez), Ronald e Danielzinho (Robert Santos); Jean Dias (Ham), Lelê e Yuri (Ariel). Técnico: Rafael Lacerda.

PAYSANDU – Matheus Nogueira; Edílson Júnior, Thalisson Gabriel, Maurício Antônio e Reverson; Pedro Henrique, Anderson Leite (André Lima) e Carlos Eduardo (Ramon Vinícius); Wendel Júnior (João Marcos), Garcez e Marlon Douglas. Técnico: Márcio Fernandes.

GOLS – Garcez, aos 46 minutos do primeiro tempo; Lelê, aos 15, e Robert Santos, aos 31 do segundo.

CARTÕES AMARELOS – Guilherme Romão, Jean Dias, Ronald e Robert Santos (Atlético-GO); Edílson Júnior, Marlon Douglas e Ramon Vinícius (Paysandu).

ÁRBITRO – Lucas Canetto Bellote (SP).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Antônio Accioly, em Goiânia (GO).



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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